Publicado em 10 de abril de 2026 às 14:07
Nesta quinta-feira (9), hóspedes do Serena Hotel, em Islamabad, foram orientados a deixar imediatamente seus quartos após o governo do Paquistão requisitar o espaço para sediar negociações entre Estados Unidos e Irã, previstas para começar neste sábado (11).>
De acordo com a imprensa local, o hotel enviou um comunicado informando que receberia um “evento importante”, sem detalhar inicialmente o motivo. A decisão afetou diretamente os hóspedes, que precisaram deixar o local às pressas para dar lugar às delegações internacionais.>
O encontro entre representantes dos dois países acontece em meio a um cenário de tensão e um cessar-fogo considerado frágil. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que o país pode reagir caso as negociações não avancem. Em entrevista ao jornal The New York Post, ele declarou que forças militares já estão sendo preparadas e disse que o resultado das conversas deve ficar claro em breve.>
Do lado iraniano, o ministro das Relações Exteriores, Abbas Araqchi, condicionou o avanço do diálogo ao cumprimento de compromissos por parte dos EUA, incluindo a inclusão do Líbano no cessar-fogo e a interrupção de ataques atribuídos a Israel.>
A agência iraniana Tasnim informou ainda que o Irã pode desistir das negociações caso as ofensivas no Líbano continuem. Mesmo assim, integrantes dos dois governos devem se reunir para tentar um acordo definitivo.>
Entre os representantes dos Estados Unidos estão o vice-presidente JD Vance, o enviado especial Steve Witkoff e o conselheiro Jared Kushner. Já o Irã será representado por Abbas Araqchi e pelo presidente do Parlamento, Mohammad Bagher Ghalibaf.>
Antes do encontro, Vance adotou um tom mais conciliador e afirmou que os Estados Unidos estão dispostos a negociar, desde que o Irã também demonstre boa vontade. Segundo ele, há expectativa de avanço, mas o cenário ainda depende das condições impostas por ambos os lados.>
As conversas acontecem em um momento delicado, com acusações de violações do cessar-fogo e pressão internacional por uma solução que encerre o conflito.>