Publicado em 25 de outubro de 2026 às 21:04
A decisão de estender o horário de votação no segundo turno das eleições presidenciais brasileiras ganhou destaque na imprensa internacional neste domingo (25). Veículos como The New York Times, The Guardian, El País e Clarín acompanharam os desdobramentos da medida determinada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Cristiano Zanin, que ampliou o prazo para votar até as 19h, duas horas além do horário previsto inicialmente.>
A decisão ocorreu após reclamações sobre dificuldades no transporte público em diferentes cidades, apresentadas pela campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A campanha de Flávio Bolsonaro (PL) também solicitou mais tempo para a votação, alegando que as fortes chuvas em estados do Sul e do Sudeste poderiam prejudicar o deslocamento dos eleitores.>
O anúncio, porém, foi feito pouco depois das 17h, horário oficial de encerramento da votação, quando algumas seções eleitorais já haviam fechado e emitido os boletins de urna. A diferença entre o horário previsto e a nova determinação provocou dúvidas entre mesários e equipes eleitorais sobre como aplicar a medida nos locais em que os trabalhos já tinham sido concluídos.>
Diante do impasse, Zanin esclareceu que a prorrogação deveria valer apenas para as seções que ainda não haviam encerrado a votação. O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) confirmou que os locais ainda em funcionamento deveriam permanecer abertos até as 19h. A Corte também suspendeu temporariamente a totalização dos votos e informou que retomaria o processamento dos boletins e a divulgação dos resultados após o fim do prazo ampliado.>
O que disseram os jornais estrangeiros>
O argentino Clarín destacou que a decisão foi anunciada no momento em que as urnas deveriam ser fechadas e que a apuração já havia começado. Em Portugal, o jornal Público deu destaque ao impasse, enquanto o The New York Times chamou atenção para a incerteza sobre a possibilidade de eleitores ainda votarem em seções que já haviam encerrado as atividades.>
O britânico The Guardian também noticiou a extensão do horário e os relatos de restrições no transporte de eleitores. Já a agência Associated Press destacou a tensão em torno da disputa presidencial e a importância do resultado para o cenário político latino-americano.>
Além do impasse operacional, veículos estrangeiros acompanham a disputa entre Lula e Flávio Bolsonaro pelo impacto que o resultado pode ter nos rumos políticos e econômicos do Brasil e nas relações do país com outras potências, especialmente os Estados Unidos. A eleição brasileira também é observada pelo possível reflexo no equilíbrio político da América Latina.>