Irã acusa EUA e Israel de crimes de guerra após ataques que atingiram uma escola e um hospital

Teerã afirma que bombardeios de forças norte-americanas e israelenses atingiram uma escola de meninas em Minab e o hospital Gandhi em Teerã.

Publicado em 3 de março de 2026 às 07:28

Irã acusa EUA e Israel de crimes de guerra após ataques que atingiram uma escola e um hospital
Irã acusa EUA e Israel de crimes de guerra após ataques que atingiram uma escola e um hospital Crédito: Reprodução/Redes sociais

O governo do Irã acusou publicamente os Estados Unidos e Israel de cometer “crimes de guerra e crimes contra a humanidade” após uma série de ataques que, segundo autoridades iranianas, destruíram uma escola primária feminina no sul do país e atingiram um hospital em Teerã. A ofensiva militar, parte de um conflito mais amplo que tem provocado crescente violência na região, deixou dezenas de crianças mortas, feridos e gerou reações de líderes internacionais e agências humanitárias.

O ataque que mais chocou o país ocorreu no sábado em Minab, na província de Hormozgan, onde a escola primária Shajareh Tayebeh foi atingida durante o período de aulas. Autoridades iranianas afirmam que pelo menos 165 meninas entre 7 e 12 anos morreram sob os escombros e outras 96 ficaram feridas, apesar de a origem exata do ataque ainda ser objeto de investigação por parte dos Estados Unidos e sem confirmação independente.

Pouco depois, o hospital Gandhi, em Teerã, também foi evacuado após explosões nas proximidades, gerando preocupações sobre a segurança de infraestruturas civis em meio aos combates. A Organização Mundial da Saúde (OMS) disse estar apurando os relatos de danos a unidades de saúde, reforçando que esforços devem ser feitos para proteger serviços médicos em zonas de conflito.

Em declarações compartilhadas nas redes sociais, o ministro das Relações Exteriores iraniano qualificou os ataques contra instituições civis como deliberados e exigiu uma resposta mais firme da comunidade internacional, argumentando que tais ações violam normas do direito humanitário e representam uma tentativa de desestabilizar a vida cotidiana dos civis.

O episódio provocou comoção global, com entidades como a Unesco e a agência da ONU para a infância, UNICEF, condenando o ataque à escola e destacando que instituições educacionais são protegidas por lei durante conflitos. Enquanto isso, representantes dos EUA afirmaram que não há intenção deliberada de atingir alvos civis e que uma investigação está em andamento.

O clima de tensão permanece elevado, com Estados Unidos e Israel afirmando que pretendem impedir que o Irã desenvolva capacidades nucleares, enquanto Teerã promete retaliar e intensificar sua resposta diante do que considera agressões injustificadas.