Publicado em 1 de abril de 2026 às 07:55
O conflito entre Irã, Estados Unidos e Israel ganhou um novo capítulo nesta terça-feira (31), após a Guarda Revolucionária iraniana ameaçar atacar empresas americanas com operações no Oriente Médio. Em comunicado divulgado por veículos estatais, o grupo militar listou 18 companhias, entre elas Google, Meta, Apple, Microsoft, Nvidia, Tesla e Boeing, e indicou que as ações poderiam começar ainda hoje, intensificando o clima de instabilidade na região.>
Segundo a nota, a medida seria uma resposta direta aos recentes bombardeios atribuídos aos Estados Unidos e a Israel contra alvos iranianos. O governo de Teerã acusa essas empresas de colaborarem, de forma indireta, com sistemas tecnológicos e de inteligência usados nas ofensivas militares, argumento que serviu de base para classificá-las como alvos “legítimos”.>
A nova ameaça surge um dia depois de os Estados Unidos realizarem o sobrevoo de bombardeiros B-52 sobre o território iraniano pela primeira vez desde o início da atual fase do conflito. As aeronaves, que têm capacidade nuclear e forte valor estratégico para a defesa americana, foram interpretadas como um gesto de pressão militar e demonstração de força de Washington.>
Nos bastidores, o movimento também é visto como um sinal de desgaste nos sistemas de defesa do Irã, especialmente após semanas de ataques e contra-ataques na região. Fontes internacionais apontam que a presença dos B-52 reforça a possibilidade de novas operações militares caso a crise continue avançando.>
Na Casa Branca, o presidente Donald Trump afirmou que a presença americana no confronto deve permanecer por mais algumas semanas, estimando uma retirada entre duas e três semanas. A declaração, no entanto, não reduziu a tensão nos mercados e entre os países vizinhos, que acompanham com preocupação a possibilidade de ataques contra estruturas empresariais e civis no Oriente Médio.>
A ameaça contra as big techs amplia o alcance do conflito, que deixa de se restringir a instalações militares e passa a envolver também infraestrutura corporativa e tecnológica, um cenário que pode provocar impactos econômicos globais e instabilidade nos serviços digitais da região.>