Publicado em 26 de maio de 2026 às 16:58
Nesta terça-feira (26), o líder supremo do Irã, Mojtaba Khamenei, afirmou em pronunciamento exibido pela televisão estatal iraniana que os países do Golfo não devem mais servir como base para instalações militares dos Estados Unidos, em meio às negociações em andamento para encerrar o conflito entre Teerã e Washington e ao atual cenário de cessar-fogo na região.>
A declaração foi divulgada durante a celebração muçulmana do Eid al-Adha e marca mais um capítulo da tensão geopolítica envolvendo o Oriente Médio. Segundo Khamenei, os Estados Unidos estariam perdendo influência na região e os países do Golfo não deveriam atuar como apoio militar norte-americano.>
“O que está claro é que as engrenagens do tempo não voltarão atrás e que os países da região não servirão mais de escudo para as bases americanas”, afirmou o líder iraniano em discurso transmitido pela mídia estatal.>
A fala ocorre em um momento sensível das relações internacionais. Irã e Estados Unidos mantêm conversas para tentar chegar a um acordo definitivo que encerre a guerra iniciada em fevereiro de 2026. Um cessar-fogo está em vigor desde abril, mas o clima ainda é de instabilidade.>
Guarda Revolucionária Islâmica, braço militar ideológico do país, também fez novas advertências contra possíveis violações do cessar-fogo e afirmou que mantém o direito de resposta em caso de ataques. A corporação relatou ainda incidentes recentes no espaço aéreo iraniano, incluindo a presença de drones e aeronaves estrangeiras, sem detalhar datas ou responsáveis.>
Do lado norte-americano, o Comando Central dos Estados Unidos afirmou que realizou operações recentes no sul do Irã contra lançadores de mísseis e embarcações suspeitas de tentar instalar minas marítimas, mesmo com o acordo de cessar-fogo em vigor. O episódio aumentou a tensão entre os dois países.>
A imprensa estatal iraniana também relatou explosões na cidade portuária de Bandar Abbas, mas não confirmou a origem dos eventos nem atribuiu responsabilidade pelos ataques.>
Em meio a esse cenário, o Ministério das Relações Exteriores do Irã afirmou que há avanços nas negociações com os Estados Unidos, embora ainda não exista um acordo final. Segundo o órgão, pontos importantes já foram discutidos, mas o desfecho ainda depende de novas rodadas de conversa.>
As negociações seguem em andamento enquanto a região tenta manter o cessar-fogo e evitar uma escalada maior do conflito.>