Irã envia resposta aos EUA sobre proposta para encerrar guerra no Oriente Médio

Documento foi encaminhado por meio de um mediador paquistanês; conteúdo inclui discussões sobre o fim do conflito e garantias de segurança marítima na região.

Publicado em 10 de maio de 2026 às 10:57

Irã enviou neste domingo (10) sua resposta oficial à proposta apresentada pelos Estados Unidos para tentar encerrar a guerra no Oriente Médio.
Irã enviou neste domingo (10) sua resposta oficial à proposta apresentada pelos Estados Unidos para tentar encerrar a guerra no Oriente Médio. Crédito: Reprodução

O Irã enviou neste domingo (10) sua resposta oficial à proposta apresentada pelos Estados Unidos para tentar encerrar a guerra no Oriente Médio, em mais um movimento diplomático para reduzir as tensões na região.

Segundo a agência estatal iraniana Irna, o documento foi encaminhado por meio de um mediador do Paquistão e trata principalmente de condições para o fim do conflito, além de garantias relacionadas à segurança marítima em áreas estratégicas, como o Estreito de Ormuz. Até o momento, os detalhes completos da resposta não foram divulgados pelas autoridades iranianas.

“A República Islâmica do Irã enviou hoje, por meio de um mediador paquistanês, sua resposta ao último texto proposto pelos Estados Unidos para pôr fim à guerra”, informou a agência Irna, segundo a imprensa internacional.

A proposta americana faz parte de uma tentativa de cessar o conflito iniciado após semanas de confrontos e ataques que aumentaram a instabilidade no Oriente Médio. O plano também busca estabelecer uma base para negociações mais amplas, incluindo questões nucleares e de segurança regional.

Até agora, o governo dos Estados Unidos não comentou oficialmente o teor da resposta enviada por Teerã nem informou quais serão os próximos passos das negociações. A movimentação é acompanhada com atenção pela comunidade internacional, principalmente por conta dos impactos econômicos e geopolíticos do conflito, incluindo a instabilidade no mercado de petróleo e a tensão em rotas marítimas estratégicas para o comércio global.

Texto por Suellen Godinho, com supervisão de Danielle Zuquim.