Irã executa homem condenado por espionagem e sabotagem durante protestos

Majid Adineh foi sentenciado à morte por um tribunal revolucionário após ser acusado de atuar em favor de grupos ligados aos Estados Unidos e a Israel; defesa negou as acusações

Publicado em 23 de agosto de 2026 às 12:49

Irã executa homem condenado por espionagem e sabotagem durante protestos
Irã executa homem condenado por espionagem e sabotagem durante protestos Crédito: Foto: REUTERS/Florion Goga

O Irã executou neste domingo (23) Majid Adineh, condenado à pena de morte por crimes relacionados a espionagem, sabotagem e posse ilegal de armas. Segundo autoridades iranianas, ele teria participado de ações contra o governo durante os protestos registrados no país em janeiro deste ano.

Adineh estava preso desde 8 de janeiro, quando teria sido localizado com armas e outros materiais que, segundo a acusação, poderiam ser utilizados em ações violentas. Entre os itens apreendidos estavam uma pistola, carregadores, munições, armas de choque, cartuchos de gás lacrimogêneo, uma serra elétrica e uma garrafa de gasolina.

A acusação sustentou que o homem mantinha contato com grupos considerados hostis pelo regime iraniano e que teria recebido treinamento para estimular manifestações e atos de violência. O caso foi julgado pelo Tribunal Revolucionário de Karaj.

Durante o processo, Adineh negou ter recebido ordens de autoridades estrangeiras e também rejeitou a acusação de que pretendia utilizar a arma apreendida para cometer ataques.

O iraniano foi condenado por cinco acusações, entre elas colaboração com grupos considerados inimigos do país, incitação à violência, conspiração contra a segurança interna, propaganda contra a República Islâmica e posse ilegal de armas e munições.

A execução ocorreu após a condenação à morte. As autoridades também determinaram o confisco dos bens de Adineh.

O governo iraniano afirma que os protestos de janeiro tiveram participação e influência de grupos apoiados por países estrangeiros. A repressão às manifestações deixou milhares de mortos, segundo diferentes relatos, em um dos períodos mais violentos de contestação ao regime nos últimos anos.