Irã promete expandir guerra no Oriente Médio e 'pulverizar' região se EUA mantiverem ataques

Após o governo americano declarar o fim de uma trégua recente e ameaçar alvos civis, líderes iranianos prometem usar uma força militar inédita.

Publicado em 16 de julho de 2026 às 10:20

Irã promete expandir guerra no Oriente Médio e 'pulverizar' região se EUA mantiverem ataques
Irã promete expandir guerra no Oriente Médio e 'pulverizar' região se EUA mantiverem ataques Crédito: Reprodução/Redes sociais

O cenário no Oriente Médio voltou a um estado de alerta máximo nesta quinta-feira (16). O Irã avisou de forma contundente que vai espalhar o conflito armado para novas fronteiras caso os Estados Unidos não parem com a atual onda de bombardeios contra o seu território. A ameaça surge logo após o fim de um breve cessar-fogo, mergulhando a região novamente em uma espiral de ataques diretos, bloqueios navais e risco real à economia global.

A escalada nessa crise ganhou força depois que o presidente americano, Donald Trump, decidiu encerrar o acordo provisório de paz que pausava a guerra desde o dia 17 de junho. O motivo para a quebra dessa janela diplomática gera discordância. De um lado, os americanos justificam a atitude acusando os iranianos de atacar navios comerciais no Estreito de Ormuz. Do outro, o governo do Irã nega qualquer envolvimento nesses casos e acusa os Estados Unidos de sabotarem os compromissos que haviam assumido na mesa de negociação.

O clima entre os dois países ferveu de vez quando Trump fez ameaças diretas de bombardear pontos civis e estruturais do país persa, citando alvos como pontes e usinas de energia. A resposta de Teerã não demorou e elevou a temperatura da crise para níveis alarmantes.

Mohammad Akraminia, porta-voz do Exército do Irã, deixou claro que o mundo ainda não viu o verdadeiro poder de fogo de suas tropas. Ele alertou que, se a agressividade de Washington continuar, a retaliação iraniana vai ultrapassar qualquer previsão americana e abrirá novos campos de batalha.

Essa postura foi endossada de forma ainda mais extrema por Ebrahim Zolfaghari, porta-voz de um importante quartel general iraniano. Ele cravou que, caso os americanos realmente ataquem as estruturas civis do país, a resposta militar do Irã vai transformar a infraestrutura de toda a região em pó.

Enquanto a troca de farpas domina os discursos, a guerra já acontece na prática. Neste momento, as forças dos Estados Unidos estão lançando ataques contra o território iraniano e montaram um cerco militar no Mar Arábico, impedindo a navegação de qualquer embarcação ligada ao país adversário.

O contra-ataque também já está nas ruas. O Irã começou a disparar contra bases militares americanas instaladas no Catar, Jordânia, Bahrein e Kuwait. Para piorar o cenário internacional, a Guarda Revolucionária do país fechou completamente o Estreito de Ormuz para navios comerciais, atacando as frotas que tentam desafiar o bloqueio e cruzar a rota.