Publicado em 27 de outubro de 2026 às 08:04
Com as urnas abertas desde as primeiras horas da manhã desta terça feira (27) a população de Israel participa da votação mais decisiva das últimas décadas. Trata se do primeiro teste nas urnas após três anos da invasão do Hamas, episódio trágico que deixou 1.200 mortos e 251 pessoas sequestradas. O cenário político atual reflete o racha no país: de um lado está o atual primeiro ministro Benjamin Netanyahu, tentando manter seu grupo no comando; do outro, o ex chefe das Forças Armadas Gadi Eisenkot, liderando a oposição em uma corrida eleitoral onde qualquer voto pode mudar o resultado.>
Aos 76 anos de idade, Benjamin Netanyahu carrega o feito de ter chegado ao topo do governo pela primeira vez em 1996, acumulando cerca de 19 anos no cargo ao longo de mandatos intercalados. À frente da coalizão mais à direita da história do país, o premiê enfrenta hoje um severo desgaste na sua imagem pública, agravado por um mandado de prisão emitido pela Justiça internacional relacionado às ações militares na Faixa de Gaza.>
A insatisfação popular e as tensões geopolíticas tornam sua permanência uma verdadeira incógnita, abrindo espaço para que figuras da oposição ganhem força junto ao eleitorado.>
Entenda o sistema de votação e os horários>
Ao contrário do Brasil, onde a escolha é direta para os cargos do Executivo, o sistema político de Israel funciona em modelo parlamentarista com representação proporcional:>
O objetivo central: Os eleitores escolhem partidos, e as 120 cadeiras do Parlamento são divididas conforme a porcentagem de votos que cada legenda recebe.>
A meta para governar: Para formar um novo governo e indicar o primeiro ministro, uma aliança precisa alcançar o número mágico de pelo menos 61 assentos.>
Horário das urnas: As seções eleitorais abriram às 7h locais e fecham às 22h (equivalente ao período das 1h às 17h no horário de Brasília).>
As projeções iniciais de boca de urna começam a ser divulgadas logo após o encerramento da votação no final do dia, mas a apuração oficial definitiva será apresentada no dia 4 de novembro.>
Levantamentos recentes mostram que nenhum dos dois lados principais acumula margem suficiente para atingir a maioria absoluta sozinho. Se nem a base de Netanyahu nem o bloco liderado por Eisenkot conseguirem fechar acordos de coligação suficientes após a contagem, o país corre o risco de passar por um novo travamento institucional, o que pode forçar a convocação de mais um pleito antecipado no futuro próximo.>