Jornalista dos EUA é sequestrada no Iraque

A informação também foi confirmada pela Casa Branca

Publicado em 31 de março de 2026 às 18:13

A informação também foi confirmada pela Casa Branca
A informação também foi confirmada pela Casa Branca Crédito: Reprodução 

Uma jornalista norte-americana foi sequestrada em Bagdá, no Iraque, durante uma cobertura, segundo informou o governo iraquiano nesta terça-feira (31). A informação também foi confirmada pela Casa Branca.

A profissional foi identificada como Shelly Kittleson, jornalista independente que colabora com veículos internacionais como a BBC, o site Politico e o Al-Monitor. De acordo com o Al-Monitor, a jornalista já havia sido alertada pelo governo dos Estados Unidos sobre possíveis ameaças e orientada a não viajar ao país.

Em resposta ao caso, o governo iraquiano iniciou uma operação para localizar e libertar a jornalista. O ministro do Interior informou que um suspeito já foi preso.

O Departamento de Estado dos Estados Unidos confirmou que Kittleson vinha sendo ameaçada e afirmou que trabalha em conjunto com o FBI para garantir sua libertação o mais rápido possível. Segundo autoridades norte-americanas, o suspeito detido tem ligação com a milícia Kataib Hizballah, grupo alinhado ao Irã.

O Departamento de Defesa dos Estados Unidos reforçou o alerta para que cidadãos americanos evitem viagens ao Iraque neste momento. Aqueles que já estão no país foram orientados a deixar o território imediatamente.

Invadido pelos Estados Unidos em 2003, durante a Guerra do Iraque, o país atualmente mantém aliança militar com Washington e abriga bases norte-americanas. Ao mesmo tempo, conserva relações com o Irã por meio de grupos xiitas e enfrenta instabilidade provocada por conflitos regionais.

Além disso, organizações extremistas seguem atuando no território, como o Estado Islâmico e a Al-Qaeda, além de milícias pró-Irã. Até o momento, nenhum grupo reivindicou a autoria do sequestro.

Um vídeo que circula nas redes sociais mostra o que seria o momento da ação. Nas imagens, homens rendem uma mulher e a colocam à força em um veículo, enquanto outros carros dão apoio à abordagem.

Com informações do G1