Publicado em 5 de janeiro de 2026 às 14:37
Na manhã desta segunda-feira (5), o ex-presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, foi levado a um tribunal federal em Manhattan, em Nova York, onde participa da primeira audiência após ter sido preso pelos Estados Unidos no sábado (3).>
Maduro responde na Justiça norte-americana por acusações de narcoterrorismo, conspiração para importação de cocaína, uso de armas de guerra como metralhadoras e explosivos, além de lavagem de dinheiro oriundo do tráfico internacional de drogas.>
Ele chegou ao tribunal acompanhado da esposa, Cilia Flores. Ambos vestiam roupas de detentos, estavam algemados e foram escoltados por agentes de segurança dos Estados Unidos.>
A prisão ocorreu durante uma operação militar conduzida por forças norte-americanas em Caracas, após ofensiva autorizada pelo presidente dos EUA, Donald Trump. O processo tramita no Distrito Sul de Nova York, considerado um dos mais rigorosos do país em crimes federais.>
De acordo com a acusação, Maduro teria liderado por mais de duas décadas uma estrutura criminosa instalada no alto escalão do Estado venezuelano. O esquema, segundo os investigadores, utilizava instituições públicas, forças de segurança, aeroportos, portos e até canais diplomáticos para facilitar o envio de toneladas de cocaína aos Estados Unidos.>
As autoridades apontam ainda que a organização atuava em parceria com grupos classificados como terroristas ou narcoterroristas, como as FARC, o ELN, o Cartel de Sinaloa, os Los Zetas e o Tren de Aragua.>
Além de Maduro, o grande júri federal indiciou outras figuras do regime venezuelano, entre elas Diosdado Cabello, ministro do Interior; Cilia Flores; o deputado Nicolás Maduro Guerra, filho do ex-presidente; e aliados próximos, apontados como integrantes ou facilitadores da suposta organização criminosa.>
Os crimes teriam ocorrido entre 1999 e 2025. Caso seja condenado, Maduro pode pegar pena mínima de 20 anos de prisão, que pode chegar à prisão perpétua.>