Mergulhador morre durante resgate de turistas italianos em cavernas nas Maldivas

Operação que busca vítimas de acidente de mergulho em sistema de cavernas submarinas já recuperou dois corpos e segue em andamento no Atol de Vaavu

Publicado em 16 de maio de 2026 às 19:25

Operação que busca vítimas de acidente de mergulho em sistema de cavernas submarinas já recuperou dois corpos e segue em andamento no Atol de Vaavu
Operação que busca vítimas de acidente de mergulho em sistema de cavernas submarinas já recuperou dois corpos e segue em andamento no Atol de Vaavu Crédito: Reprodução

Neste sábado (16), um mergulhador das forças locais morreu durante a operação de busca pelos corpos de turistas italianos que desapareceram após um mergulho em cavernas submarinas nas Maldivas. O caso já resultou na recuperação de dois corpos e mobiliza equipes de resgate há três dias na região do Atol de Vaavu.

A vítima foi identificada como o sargento-mor Mohammed Mahdi, integrante da Guarda Costeira e um dos oito mergulhadores envolvidos na missão. Segundo as autoridades, ele passou mal durante o trabalho subaquático e chegou a ser levado com urgência para um hospital, mas não resistiu.

Em comunicado divulgado nas redes oficiais, as Forças Armadas das Maldivas destacaram o trabalho do militar e lamentaram a morte. O ministro das Relações Exteriores da Itália, Antonio Tajani, também se manifestou, afirmando que o episódio amplia a dor da tragédia que já havia atingido famílias italianas e as equipes envolvidas no resgate.

O acidente envolve um grupo de turistas italianos que realizava um mergulho em uma área de cavernas submarinas na última quinta-feira (14). Entre as vítimas já identificadas estão uma pesquisadora da Universidade de Gênova e sua filha, além de Gianluca Benedetti, cujo corpo foi recuperado neste sábado. Um dos pontos que mais chamou atenção nas investigações foi a confirmação de que o cilindro de oxigênio encontrado junto a um dos corpos estava completamente vazio, o que levanta a hipótese de que o grupo possa ter ficado preso ou desorientado no sistema de cavernas antes de esgotar o ar.

Uma sexta pessoa do grupo, uma estudante italiana que também participava do mergulho, conseguiu sobreviver ao desistir de entrar na caverna no último momento.

De acordo com as equipes de resgate, ainda há corpos que não foram localizados e podem estar em áreas mais profundas do sistema de cavernas, a cerca de 60 metros de profundidade. As operações continuam com mergulhadores atuando em turnos para tentar alcançar os pontos mais difíceis.

O início da tragédia foi marcado por um alerta tardio. Cerca de 20 pessoas estavam a bordo da embarcação Duke of York, incluindo outros participantes da expedição, quando perceberam que o grupo submerso não retornava. Testemunhas relataram que não houve sinais de emergência imediata, como o acionamento de balões de superfície, o que levantou a suspeita de que algo grave havia ocorrido.

O resgate, no entanto, demorou cerca de duas horas e meia para chegar ao local devido à distância entre os atóis e às dificuldades de deslocamento marítimo na região, segundo relatos de pessoas que estavam na embarcação.