Publicado em 20 de maio de 2026 às 18:24
A Meta, empresa dona do Facebook, Instagram e WhatsApp, iniciou nesta quarta-feira (20), uma rodada de demissões que deve atingir cerca de 8 mil funcionários em todo o mundo. Os cortes fazem parte de uma reestruturação interna para realocar recursos e acelerar os investimentos em inteligência artificial.>
De acordo com a agência Bloomberg, as notificações de desligamento começaram a ser enviadas ainda na madrugada, a partir das 4h no horário de Singapura, para funcionários na Ásia. Um memorando interno obtido pela agência indica que os trabalhadores dos Estados Unidos seriam informados em seguida.>
A informação foi confirmada pela imprensa brasileira por um funcionário da Meta no Brasil, que pediu para não ser identificado. Ele afirmou que, desta vez, seu cargo não foi afetado. A Meta foi procurada para comentar o assunto, mas ainda não emitiu nenhuma nota oficial sobre os cortes.>
Impacto na força de trabalho>
Em dezembro de 2025, a Meta tinha 78.865 funcionários, segundo dados da agência France Presse (AFP). Os 8 mil desligamentos representam aproximadamente 10% do total de colaboradores da empresa.>
Ainda não há informações oficiais sobre o impacto das demissões no Brasil. A Meta mantém um contingente significativo de funcionários no país, especialmente em áreas de vendas, operações e conteúdo.>
Contexto da reestruturação>
Esta não é a primeira onda de cortes na Meta. Nos últimos anos, a empresa já realizou múltiplas rodadas de demissões como parte de uma estratégia de “eficiência” adotada pelo CEO Mark Zuckerberg. O foco atual da companhia é claro: concentrar esforços e capital na corrida da inteligência artificial, incluindo o desenvolvimento de modelos de IA generativa e melhorias nos algoritmos das plataformas.>
Especialistas avaliam que a Meta busca reduzir custos em áreas consideradas menos estratégicas para liberar verba para contratações e investimentos pesados em IA, que exigem grande poder computacional e talentos especializados.>
A companhia tem enfrentado pressão de investidores para mostrar resultados mais robustos em meio ao crescimento acelerado de concorrentes como OpenAI, Google e xAI no setor de inteligência artificial.>
Com informações do portal G1>