Ministro da Defesa de Israel ameaça retomar guerra em Gaza e expulsar palestinos

Israel Katz declarou opinião polêmica em resposta a críticas de candidato à eleição no país.

Publicado em 16 de setembro de 2026 às 15:29

Israel Katz promete que plano de migração é voluntário, mas embaixador nega -
Israel Katz promete que plano de migração é voluntário, mas embaixador nega - Crédito: Reprodução.

O Ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, afirmou nesta quarta-feira (16) que a retomada da guerra em larga escala em Gaza é uma questão de tempo e que uma expulsão da população palestina inicie. Foi desta forma que Katz, que já é conhecido por dar opiniões polêmicas e contundentes, respondeu a um político de direita, candidato as eleições no país, que serão realizadas no dia 27 de Outubro.

O ministro pontuou que 70% da população de Gaza foi esvaziada durante a ofensiva israelense em 7 de Outubro de 2023, em resposta à ofensiva do Hamas. Ele também afirmou, em um comunicado, que o Cessar-fogo, instaurado em 2025, pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, tinha "um valor supremo para todos os israelenses", porque proporcionou o retorno dos reféns que estavam no território palestino. Mas como acredita que parte do acordo, que era o desarmamento do Hamas, não irá acontecer, Katz afirma que "o Exército israelense está preparado, assim que receber a diretriz de eliminar o Hamas, para concluir o trabalho, para que também possamos implementar o plano migratório".

Em resposta a Katz, o Embaixador dos EUA em Israel, Mike Hukabee, negou qualquer tipo de plano de migração em massa de palestinos “para fora de Gaza contra a sua vontade”, porém, o ministro reafirma que o plano é voluntário e que a maioria dos palestinos desejam ir embora da região, pois quase toda ela está destruída em função da guerra e os deslocamentos eram internos.

De acordo com números da Agência France-Presse (AFP), o ataque de outubro de 2023 matou 1.221 pessoas e os combatentes do Hamas levaram 251 reféns para Gaza. Já a represália de Israel matou mais de 73.700 pessoas, de acordo com o Ministério da Saúde de Gaza, chefiado pelo Hamas, porém são números considerados confiáveis pela Organização das Nações Unidas (ONU).