Míssil atinge Tel Aviv e amplia tensão entre Irã, Israel e Estados Unidos

Ataque rompe sistema de defesa israelense, provoca explosão na cidade e marca novo capítulo de uma escalada militar que envolve três países.

Publicado em 28 de fevereiro de 2026 às 20:29

Míssil atinge Tel Aviv e amplia tensão entre Irã, Israel e Estados Unidos
Míssil atinge Tel Aviv e amplia tensão entre Irã, Israel e Estados Unidos Crédito: Reprodução

Um ataque com míssil lançado pelo Irã atingiu uma área de Tel Aviv, em Israel, na noite deste sábado, 28 de fevereiro, elevando ainda mais a tensão no Oriente Médio. A ofensiva ocorreu após um dia inteiro de confrontos e declarações duras entre os governos iraniano, israelense e norte-americano, que ampliaram o clima de instabilidade na região.

De acordo com informações divulgadas pelas autoridades israelenses, o projétil conseguiu ultrapassar o sistema de defesa aérea do país e atingiu a cidade, localizada na costa do Mediterrâneo. Antes do impacto, Israel acionou interceptadores na tentativa de neutralizar o ataque, mas ao menos um dos mísseis não foi contido. A explosão gerou uma grande nuvem de fumaça escura, visível no céu da região.

O episódio faz parte de uma sequência de ações militares iniciadas ainda na madrugada do mesmo dia. A Força de Defesa de Israel informou que suas operações têm como alvo estruturas estratégicas no centro do Irã, incluindo lançadores de mísseis e sistemas de defesa aérea. Ao longo do sábado, novos estrondos foram registrados, indicando a continuidade das ofensivas.

O governo de Israel confirmou que as ações contam com o apoio dos Estados Unidos. A participação norte-americana foi reforçada pelo presidente dos EUA, Donald Trump, que usou as redes sociais para anunciar o início de “grandes operações de combate” em território iraniano. Em um vídeo publicado na plataforma Truth Social, ele afirmou que pretende eliminar as forças armadas do Irã e desmantelar o programa nuclear do país, alegando que o governo iraniano rejeitou todas as oportunidades de abandonar suas ambições nucleares.

A troca de ataques e declarações intensifica um cenário já marcado por rivalidades históricas e disputas estratégicas. Especialistas apontam que a entrada mais direta dos Estados Unidos no confronto aumenta o risco de uma ampliação do conflito, com possíveis impactos políticos e econômicos que ultrapassam as fronteiras da região.