Nicolás Maduro chega aos Estados Unidos escoltado pelo FBI

Operação militar dos Estados Unidos resultou na captura do presidente venezuelano e da primeira-dama, que serão julgados em Nova York por acusações ligadas ao narcotráfico e ao uso de armamento pesado.

Publicado em 3 de janeiro de 2026 às 20:35

(Nicolás Maduro chega aos Estados Unidos escoltado pelo FBI)
(Nicolás Maduro chega aos Estados Unidos escoltado pelo FBI) Crédito: Reprodução/Clash Report

O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, desembarcou por volta das 18h deste sábado (3) em uma base aérea de Nova York, sob escolta de autoridades dos Estados Unidos. A prisão ocorreu após uma operação militar realizada durante a madrugada, que envolveu a entrada de forças norte-americanas em território venezuelano.

Mais cedo, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou em entrevista coletiva que o governo americano avalia os próximos passos em relação à Venezuela. Segundo ele, Washington pretende conduzir o país sul-americano por meio de um grupo político em formação até uma eventual transição de poder, sem detalhar prazos ou o funcionamento desse arranjo.

Ainda neste sábado, a procuradora-geral dos EUA, Pam Bondi, anunciou que Maduro será julgado pela Justiça americana em um tribunal de Nova York. De acordo com ela, o líder venezuelano e a primeira-dama, Cilia Flores, que também foi detida, foram formalmente acusados de conspiração para narcoterrorismo, conspiração para importação de cocaína, posse de metralhadoras e dispositivos explosivos, além de conspiração para posse de armamento pesado.

Durante a entrevista, Trump disse ter acompanhado ao vivo a captura de Maduro por meio de imagens transmitidas pelos agentes envolvidos na operação em Caracas. O presidente norte-americano revelou ainda que o ataque estava inicialmente previsto para ocorrer quatro dias antes, mas foi adiado devido a condições climáticas desfavoráveis.

Trump afirmou também que chegou a conversar com Maduro cerca de uma semana antes da ação militar, quando o venezuelano teria tentado negociar uma saída pacífica do poder. Segundo o presidente dos EUA, a proposta foi rejeitada.

Conforme informações divulgadas por Trump, Nicolás Maduro e Cilia Flores foram capturados em Caracas e levados de helicóptero até o navio de guerra Iwo Jima, da Marinha dos Estados Unidos, que estava posicionado no mar do Caribe desde o fim do ano passado. A embarcação é um navio de assalto anfíbio, com capacidade para operações aéreas e terrestres, transporte de tropas e aeronaves militares.

O ataque ocorreu após meses de especulações e movimentações navais próximas à costa venezuelana. Mais cedo, Trump havia anunciado a ofensiva em suas redes sociais, afirmando que a operação foi conduzida com sucesso pelas forças de segurança americanas.

Já a vice-presidente da Venezuela, Delcy Rodríguez, declarou que o governo venezuelano não foi informado sobre o paradeiro de Maduro e exigiu das autoridades dos Estados Unidos uma prova de vida do presidente.