Publicado em 5 de janeiro de 2026 às 14:14
Nesta segunda-feira (5), a líder da oposição venezuelana e vencedora do Prêmio Nobel da Paz, María Corina Machado, agradeceu ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, pela intervenção militar que resultou na retirada de Nicolás Maduro do poder e afirmou que a Venezuela vive um momento decisivo rumo à liberdade.>
Em publicação nas redes sociais, Corina celebrou manifestações de venezuelanos em apoio ao fim do regime realizadas em 30 países e mais de 130 cidades. Segundo ela, os atos simbolizam a iminência de uma transição política após anos de crise institucional no país.>
A opositora destacou protestos no Chile, México, Argentina, Estados Unidos e também no Brasil, com mobilizações em áreas próximas à fronteira, além de São Paulo e Brasília. Para Corina, a adesão internacional demonstra o enfraquecimento definitivo do regime de Maduro.>
Na mensagem, ela agradeceu diretamente a Trump e à sua administração pela firmeza no que chamou de cumprimento da lei e defesa da democracia. A líder oposicionista afirmou que o povo venezuelano reconhece o papel dos Estados Unidos no processo que levou à queda do ex-presidente.>
Com a captura de Maduro, os holofotes se voltaram para María Corina Machado e seu aliado político Edmundo González, que disputou a eleição presidencial contra o ex-mandatário em um pleito amplamente contestado pela comunidade internacional, sob acusações de fraude nas atas eleitorais.>
Apesar das especulações, ambos foram preteridos como possíveis líderes do processo de transição após declarações de Trump, que afirmou considerar difícil que Corina reunisse apoio suficiente dentro do país.>
Mesmo assim, a Nobel da Paz convocou a população venezuelana a permanecer mobilizada e defendeu união neste momento de instabilidade. Ela também pediu engajamento dos venezuelanos que vivem no exterior.>
Segundo Corina, a Venezuela deve se tornar um aliado estratégico dos Estados Unidos em áreas como segurança, energia, democracia e direitos humanos. Em tom emocional, ela afirmou que a esperança agora é celebrar a liberdade em solo venezuelano e promover o retorno de famílias separadas pela crise migratória.>