Nova onda de bombardeios deixa rastros de destruição e mortes na Ucrânia

Na mira de dezenas de mísseis e drones, cidades ucranianas sofrem apagões e perdas humanas na madrugada, enquanto Kiev revida.

Publicado em 7 de outubro de 2026 às 08:08

Nova onda de bombardeios deixa rastros de destruição e mortes na Ucrânia
Nova onda de bombardeios deixa rastros de destruição e mortes na Ucrânia Crédito: Reprodução/@ZelenskyyUa

A calada da noite foi interrompida por uma das sequências de ataques mais intensas e destrutivas já registradas recentemente na Ucrânia. De acordo com o presidente Volodymyr Zelensky, dezenas de mísseis incluindo modelos balísticos de alta precisão e drones explosivos atingiram instalações críticas e áreas civis em doze regiões do país e na capital, Kiev, deixando um saldo preliminar de pelo menos 11 mortos e dezenas de feridos.

O impacto mais violento ocorreu em Pryluky, na região de Chernihiv, onde um prédio residencial de cinco andares desabou parcialmente após ser atingido, resultando na morte de cinco pessoas e ferindo outras 26, entre elas cinco crianças. Danos estruturais severos também foram registrados em edifícios de Dnipro, Kremenchuk e Oleksandriya, espalhando o pânico por comunidades que tentam manter a rotina em meio ao conflito.

O foco central da ofensiva russa desta vez pareceu ser a infraestrutura energética ucraniana, em uma tentativa clara de desestabilizar o fornecimento de eletricidade e aquecimento para a população. Para Zelensky, o bombardeio em massa que somou cerca de 70 projéteis, com baixa taxa de interceptação teve um caráter demonstrativo e calculadamente doloroso.

Em resposta à escalada, a Ucrânia intensificou suas próprias operações de retaliação. O Ministério dos Transportes da Rússia confirmou que um petroleiro de bandeira da Libéria foi atingido por um drone naval nas proximidades da costa do Mar Negro, gerando um incêndio de grandes proporções. A tripulação de 23 cidadãos indianos precisou ser resgatada às pressas.

Além disso, o governo ucraniano assumiu a autoria de ataques direcionados a quatro pontos logísticos e financeiros vitais para a máquina de guerra russa, incluindo instalações petroleiras e um campo de treinamento militar nas regiões de Perm, Samara e Astrakhan. Para Kiev, essas ações representam respostas proporcionais e necessárias para enfraquecer a capacidade financeira do adversário, enquanto a população civil segue pagando o preço mais alto pelo impasse geopolítico.