ONU convoca reunião urgente após escalada militar entre EUA, Israel e Irã

Conselho de Segurança se reúne para avaliar impactos de ataques que atingiram dezenas de cidades iranianas e ampliaram o risco de conflito no Oriente Médio.

Publicado em 28 de fevereiro de 2026 às 21:00

ONU convoca reunião urgente após escalada militar entre EUA, Israel e Irã
ONU convoca reunião urgente após escalada militar entre EUA, Israel e Irã Crédito: Reprodução

O aumento da tensão no Oriente Médio levou o Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas a convocar, neste sábado, uma sessão emergencial para discutir os desdobramentos de ataques realizados pelos Estados Unidos e por Israel contra o Irã. A reunião, transmitida ao vivo, ocorre em meio a relatos de mortes, feridos e novos bombardeios que ampliam a instabilidade na região.

De acordo com informações apresentadas à Organização das Nações Unidas, cerca de 20 cidades iranianas teriam sido atingidas pelas ofensivas iniciais, entre elas Teerã, Isfahan, Qom, Shahriar e Tabriz. O episódio provocou uma rápida reação do governo iraniano, que anunciou ataques contra bases militares americanas espalhadas pelo Oriente Médio.

Durante o encontro, o secretário-geral mencionou informações divulgadas por fontes israelenses sobre a morte de integrantes de alto escalão do governo iraniano, incluindo o líder supremo Ali Khamenei. Também foram relatados feridos em Israel após ações atribuídas ao Irã, com impactos registrados inclusive na Cisjordânia.

Agências iranianas noticiaram que ao menos 85 pessoas teriam morrido desde o início das ofensivas. Além das bases americanas no Catar, Kuwait, Emirados Árabes Unidos e Bahrein, os desdobramentos do conflito já alcançam países vizinhos. Há registros de destroços que teriam causado efeitos indiretos no Líbano e na Síria, ampliando o alcance da crise.

Responsável por zelar pela paz e pela segurança internacional, o Conselho de Segurança é formado por 15 países, cada um com direito a voto. O colegiado tem autoridade para reconhecer ameaças à estabilidade global, recomendar negociações, aplicar sanções e até autorizar o uso da força quando considera necessário.

Atualmente, além dos cinco membros permanentes, China, França, Rússia, Reino Unido e Estados Unidos, o grupo conta com Bahrein, Colômbia, República Democrática do Congo, Dinamarca, Grécia, Letônia, Libéria, Paquistão, Panamá e Somália, que ocupam assentos rotativos com mandato de dois anos.