Parque nos EUA fecha montanha-russa após denúncias de lesões cerebrais e mortes

Atração X2, inaugurada em 2008, foi ligada a casos de hemorragia cerebral, comas e mortes de visitantes em investigação

Publicado em 29 de setembro de 2026 às 16:04

Parque de diversões Six Flags Magic Mountain, localizado na Califórnia (EUA).
Parque de diversões Six Flags Magic Mountain, localizado na Califórnia (EUA). Crédito: Reprodução/Six Flags Magic Mountain

O parque de diversões Six Flags Magic Mountain, localizado na Califórnia (EUA), anunciou o encerramento definitivo das operações da montanha-russa X2. A decisão de fechar a atração ocorreu após a veiculação de uma investigação jornalística da rede CNN Internacional, que associou o brinquedo a dezenas de incidentes com ferimentos graves e fatalidades de visitantes ao longo de quase duas décadas.

Classificada como uma montanha-russa de extrema intensidade, a X2 era uma das atrações mais populares do parque e já havia recebido mais de 16 milhões de visitantes desde a sua inauguração, em 2008. No entanto, a reportagem revelou casos de usuários que sofreram sequelas graves e permanentes, incluindo traumatismos cranianos, coma, hemorragia cerebral e duas mortes em decorrência dos ferimentos sofridos durante o trajeto.

Em comunicado oficial, o presidente do Six Flags Magic Mountain, Brian Oerding, informou que a empresa optou por encerrar a atração por entender que era a atitude correta a ser tomada, embora a X2 tenha sido aprovada de forma consistente em sucessivos testes de segurança.

A revelação dos casos nos Estados Unidos guarda semelhança com investigações recentes no Brasil, como o caso de uma visitante que perdeu os movimentos após utilizar uma montanha-russa no parque Hopi Hari, em São Paulo. Especialistas ouvidos pela imprensa internacional ressaltam que, embora o risco estatístico de lesões mentais ou cerebrais traumáticas em montanhas-russas seja considerado muito baixo, o projeto dos brinquedos deve garantir requisitos rigorosos para prevenir qualquer impacto severo à saúde dos passageiros.

Texto por Suellen Godinho, com supervisão de Adrielle Brito.