Publicado em 17 de janeiro de 2026 às 22:01
O acesso à tecnologia deixou de ser exceção entre os idosos e passou a integrar a rotina da maioria dessa população. Um levantamento recente da American Association of Retired Persons (AARP) revela que, em 2025, nove em cada dez pessoas idosas já utilizam smartphones, um salto expressivo em comparação a 2016, quando pouco mais da metade desse público tinha o dispositivo.>
O estudo, realizado de forma online com 3.838 adultos nos Estados Unidos entre setembro e outubro de 2025, indica que o avanço tecnológico também reposicionou o comportamento de consumo entre diferentes faixas etárias. Pessoas entre 70 e 79 anos, por exemplo, passaram a ter presença mais marcante no uso de tablets, superando até grupos mais jovens, como aqueles entre 50 e 69 anos.>
No dia a dia, a tecnologia tem sido usada principalmente para comunicação e entretenimento. Envio de mensagens, acesso a redes sociais e consumo de vídeos em plataformas de streaming estão entre as atividades mais frequentes. Além disso, cresce o uso de ferramentas voltadas à praticidade, como aplicativos bancários, compras online, mapas digitais, registros de saúde e acompanhamento de atividades físicas.>
Outro dado que chama atenção é a presença da tecnologia dentro de casa. Metade dos entrevistados afirmou utilizar sistemas de casas inteligentes, incluindo câmeras de segurança e controle de iluminação. A inteligência artificial também ganhou espaço: a proporção de idosos que experimentaram recursos baseados em IA quase dobrou em um ano, passando de 18% em 2024 para 30% em 2025.>
O interesse por novos dispositivos segue em alta. Segundo a pesquisa, 71% dos participantes adquiriram algum produto tecnológico ao longo de 2025, percentual superior ao registrado no ano anterior. Além disso, dois em cada cinco idosos afirmaram que pretendem investir em novas tecnologias ainda neste ano.>
Apesar dos avanços, o estudo aponta desafios persistentes. As principais barreiras para um envolvimento ainda maior estão relacionadas à segurança digital, à proteção de dados pessoais e à dificuldade de uso de plataformas com interfaces pouco intuitivas. Muitos participantes também relataram insegurança quanto às próprias habilidades digitais, o que reforça a necessidade de soluções mais acessíveis e educativas.>
Os dados mostram que a chamada “geração prateada” está cada vez mais conectada e aberta à inovação, mas também evidenciam a importância de um desenvolvimento tecnológico que considere inclusão, usabilidade e confiança como pilares centrais.>