Piloto esfaqueado em voo para Tel Aviv relata momentos de tensão em ataque a bordo

Ao primeiro-ministro indiano, Smit Machchhar afirmou que abriu a porta da cabine do avião para salvar a própria vida e a de outros passageiros.

Publicado em 2 de outubro de 2026 às 18:05

Piloto indiano teve uma breve conversa com Narendra Modi -
Piloto indiano teve uma breve conversa com Narendra Modi - Crédito: Reprodução/Instagram @narendramodi

Por Rui Guilherme Filho - Belém (PA)

Em chamada de vídeo com o primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi, nesta sexta-feira (03), o piloto indiano Smit Machchhar relatou o que aconteceu enquanto sofreu um ataque do copiloto do voo FZ1073, da companhia aérea Flydubai, que seguia de Dubai para Tel Aviv. De acordo com Smit, ele abriu a porta da cabine de comando como um “último esforço” para salvar sua própria vida e “não deixar que os outros morressem”:

Eu estava deitado no chão, ferido, mas disse a mim mesmo para dar um último esforço e abrir a porta por dentro”, disse ele. “Eu estava, obviamente, lutando pela minha própria vida, mas, ao mesmo tempo, sabia que não ia deixar que outros morressem.

Smit Machchhar -

Piloto da Flydubai.

Ainda de acordo com o piloto, após ele abrir a cabine, os passageiros e os demais tripulantes perceberam o que estava acontecendo conseguiram imobilizar o terrorista. O pouso foi feito na Arábia Saudita por pilotos reservas que estavam no voo: “Quando percebi que o avião estava descendo, sabia que precisava empurrar a trava da porta de emergência. Mesmo sendo atacado e ferido, consegui abrir a porta. Depois disso, os outros vieram e todos cumpriram seu papel”, relatou.

Após finalmente pousar, Smit foi levado a um hospital de Tabuk, sendo posteriormente transferido para Abu Dhabi, onde se recupera: “Encaro isso como uma jornada que está acontecendo lentamente e que levará tempo, mas estou confiante de que a recuperação virá e que voltarei a ficar em forma e saudável”, afirmou. O último boletim médico aponta que o seu estado de saúde é estável.

Para Smit, o primeiro-ministro indiano afirmou que o país está rezando por ele e tem orgulho de sua atitude: “A sua coragem, a sua paciência e o seu discernimento permitiram tomar decisões em uma fração de segundo e salvar a vida de tantas pessoas”, concluiu.