Publicado em 30 de janeiro de 2026 às 15:14
Nesta sexta-feira (30), o presidente de Cuba, Miguel Díaz-Canel, reagiu às novas medidas anunciadas pelos Estados Unidos que autorizam a imposição de tarifas a países que comercializem petróleo com a ilha caribenha, classificando a decisão como baseada em um pretexto infundado e mentiroso.>
A reação ocorre um dia após o presidente norte-americano, Donald Trump, assinar uma ordem executiva que declara estado de emergência nacional e permite a aplicação de tarifas contra qualquer país que negocie petróleo bruto ou derivados com Cuba. Segundo Díaz-Canel, a iniciativa tem como objetivo sufocar ainda mais a economia cubana.>
Em declaração pública, o presidente afirmou que a medida expõe o que chamou de natureza fascista, criminosa e genocida do governo dos Estados Unidos. Ele também questionou discursos anteriores de autoridades norte-americanas que negavam a existência de um bloqueio econômico contra Cuba. Para Díaz-Canel, a nova decisão contradiz diretamente essas narrativas.>
O chanceler cubano, Bruno Rodríguez, reforçou o tom crítico e classificou a ordem executiva como um ato brutal de agressão. Segundo ele, o bloqueio econômico imposto pelos Estados Unidos já dura mais de 65 anos e continua afetando diretamente a população cubana.>
A Casa Branca, por sua vez, justificou a medida afirmando que se trata de uma retaliação ao governo cubano e ao que chama de apoio do regime a atores hostis, ao terrorismo e à instabilidade regional, o que, segundo Washington, colocaria em risco o povo americano.>
A decisão também repercutiu no cenário internacional. A China, uma das principais rivais geopolíticas dos Estados Unidos, manifestou oposição às novas tarifas. Por meio de seu Ministério das Relações Exteriores, o país afirmou ser contra medidas que considera desumanas e que possam privar o povo cubano de direitos básicos, como subsistência e desenvolvimento.>