Projeções indicam avanço democrata e possível mudança de forças no Congresso americano

Em meio ao descontentamento com o custo de vida e conflitos no exterior, votação de meio de mandato aponta vantagem para a oposição tanto na Câmara quanto no Senado.

Publicado em 4 de novembro de 2026 às 08:01

Projeções indicam avanço democrata e possível mudança de forças no Congresso americano
Projeções indicam avanço democrata e possível mudança de forças no Congresso americano Crédito: Reprodução

As urnas começaram a ser encerradas nos Estados Unidos na noite de terça-feira (3), dando início a uma contagem de votos decisiva para o futuro político da administração de Donald Trump. Impulsionados pelo desgaste popular do governo republicano pressionado pelo custo de vida elevado e pelo desgaste do conflito com o Irã, os democratas aparecem na frente nas primeiras apurações e caminham para retomar o comando do Congresso americano.

As projeções iniciais indicam uma vantagem consistente da oposição nas duas casas legislativas. No Senado, onde estão em jogo 35 cadeiras, os democratas contabilizam 54 assentos contra 44 dos republicanos até o momento. Já na Câmara dos Representantes, que renova integralmente seus 435 lugares, o placar preliminar marca 220 a 136 a favor do partido democrata ultrapassando o patamar de 218 cadeiras necessário para consolidar a maioria.

A disputa também se reflete nos governos estaduais, com 27 comandos confirmados para os democratas frente a 20 dos republicanos entre as 36 vagas de governador disponíveis.

Apesar da liderança democrata apontada nos primeiros cenários, o resultado final da corrida eleitoral não será imediato. A exemplo dos pleitos de 2022 e 2024, quando a definição do controle do Congresso levou mais de uma semana, a contagem de votos atual promete ser prolongada.

O encerramento das urnas ocorreu de forma gradual ao longo da noite e da madrugada pelo horário de Brasília, começando às 20h em estados como Indiana e Kentucky e encerrando-se apenas às 3h de quarta-feira no Alasca. Além de escolher os novos representantes políticos, o eleitorado de diversos estados também votou em plebiscitos locais sobre temas centrais, como regras eleitorais e o direito ao aborto.