Publicado em 11 de junho de 2026 às 15:21
Nesta quinta-feira (11), dia da abertura da Copa do Mundo, a Cidade do México foi palco de protestos promovidos por professores e familiares de pessoas desaparecidas. Os manifestantes cobraram melhorias na educação pública, reajustes salariais e respostas das autoridades sobre milhares de desaparecimentos registrados no país.>
Uma das mobilizações criticou os investimentos realizados pelo governo mexicano para sediar o Mundial enquanto cerca de 130 mil pessoas seguem desaparecidas no país, segundo dados oficiais.>
Parte dos manifestantes tentou seguir em direção ao Estádio Azteca, onde ocorreu a partida de abertura da competição, mas foi impedida pela polícia mexicana. Após o bloqueio, alguns participantes seguiram para a região da estátua Anjo da Independência, um dos principais cartões-postais da capital.>
Entre os presentes estava a mãe de um jovem desaparecido desde 5 de maio de 2024. Em entrevista ao jornal mexicano La Silla Rota, ela relatou a dor da ausência do filho justamente em um momento que ele gostaria de viver.>
“Meu filho gostaria de estar no Azteca. Ele desapareceu em 5 de maio de 2024 e ainda não voltou. Ele seria um dos primeiros, era apaixonado por futebol”, declarou.>
Desde as primeiras horas da manhã, integrantes da Coordenação Nacional dos Trabalhadores da Educação (CNTE) também participaram dos atos. A categoria reivindica melhores salários e mudanças no sistema de aposentadoria dos profissionais da educação.>
Assim como os familiares de desaparecidos, os educadores planejavam marchar até o Estádio Azteca, mas tiveram o acesso ao local impedido pelas forças de segurança.>