Publicado em 18 de outubro de 2026 às 12:53
A França iniciou este domingo (18) contabilizando os prejuízos provocados por uma onda de manifestações que tomou dezenas de cidades no sábado (17). Os protestos contra o aumento do custo de vida e os cortes nos serviços públicos deixaram um morto, mais de 500 policiais feridos e quase 1.800 pessoas detidas, segundo informações divulgadas pelas autoridades.>
De acordo com o Ministério do Interior francês, mais de 500 mil pessoas participaram dos atos em diferentes regiões do país. Embora muitas manifestações tenham ocorrido pacificamente, grupos radicais entraram em confronto com as forças de segurança e foram responsáveis por episódios de violência e depredação.>
A mobilização reúne reivindicações de um movimento estudantil iniciado há cerca de um mês com a insatisfação de outros setores da população diante da inflação e da redução de investimentos públicos. Inicialmente, os protestos estavam concentrados nas condições das escolas e na falta de professores em bairros periféricos. Com o passar das semanas, a pauta passou a incluir críticas à desigualdade social e aos cortes de gastos.>
A morte registrada durante os atos ocorreu em Paris e, conforme as informações divulgadas, foi provocada por um ataque cardíaco.>
Na manhã deste domingo, equipes de limpeza começaram a trabalhar em diferentes municípios franceses, entre eles Lille, Marselha, Estrasburgo e Bordeaux, para remover os vestígios dos confrontos e reparar os danos.>
Em Bordeaux, um grupo de pessoas mascaradas invadiu a residência do representante do governo local. O prefeito Thomas Cazenave também relatou que aproximadamente 100 estabelecimentos comerciais foram saqueados durante os distúrbios.>
Já em Limoges, equipes avaliaram os estragos provocados pelo incêndio que atingiu a prefeitura histórica da cidade na noite de sábado. O edifício, inaugurado em 1883 e considerado um monumento patrimonial, sofreu danos graves, incluindo a destruição do telhado e o desabamento da torre central do relógio.>
O episódio foi classificado pelo representante do governo francês na região como uma “catástrofe patrimonial”. A investigação deverá esclarecer as circunstâncias do incêndio e identificar os responsáveis.>
Enquanto as autoridades contabilizam os prejuízos e apuram os episódios de violência, a dimensão dos protestos amplia a pressão sobre o governo francês diante das reivindicações relacionadas ao custo de vida, à educação e aos serviços públicos.>