Risco de disseminação mundial do ebola é baixo, afirma diretor da OMS

Surto no Congo já deixou 1,4 mil mortos e chegou a Uganda.

Publicado em 27 de julho de 2026 às 16:24

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Diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus.
Diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus. Crédito: Tomaz Silva/Agência Brasil

O diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus, afirmou nesta segunda-feira (27) que é baixo o risco de o vírus ebola se espalhar da República Democrática do Congo (RDC) para o restante do mundo. Em visita ao Rio de Janeiro, o dirigente explicou que a própria natureza do vírus impede que ele se transforme em uma pandemia, já que a transmissão ocorre por contato intenso e não pelo ar, como aconteceu com a covid-19.

Desde maio deste ano, o surto que atinge o país africano já contabilizou mais de 3 mil casos confirmados e resultou na morte de cerca de 1,4 mil pessoas. Apesar da projeção otimista para o cenário global, Tedros ressaltou que o risco para os países da região africana permanece alto, visto que a doença já se espalhou para a vizinha Uganda. O controle da disseminação na RDC é dificultado por conflitos armados no leste do país, que geram o deslocamento de milhões de pessoas para acampamentos.

Durante sua agenda em solo brasileiro, Tedros Adhanom foi homenageado pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) com o título de doutor honoris causa. O diretor-geral classificou a instituição como uma líder em equidade sanitária e um "farol de esperança" para a pesquisa e excelência científica mundial. Tedros, que é biólogo e possui doutorado em saúde comunitária, tornou-se em 2017 o primeiro africano a assumir o comando da principal autoridade sanitária do planeta.

Texto por Suellen Godinho, com supervisão de Adrielle Brito.