Publicado em 17 de julho de 2026 às 16:41
A secretária de Agricultura dos Estados Unidos, Brooke Rollins, manifestou apoio nesta sexta-feira (17) ao novo "tarifaço" anunciado pelo governo de Donald Trump contra produtos brasileiros. Em declarações oficiais, a secretária afirmou que a medida é necessária para responsabilizar o Brasil por ações que, segundo ela, prejudicam o setor agrícola americano há anos.>
Rollins alegou que o Brasil tem colocado agricultores e produtores dos EUA em desvantagem por meio de "práticas comerciais desleais e desmatamento ilegal". Um dos pontos centrais da crítica envolve o setor de biocombustíveis: a secretária destacou que a tarifa de 18% imposta pelo governo brasileiro ao etanol americano causou uma redução superior a 87% nas exportações dos EUA para o país desde 2018. "Esses dias estão chegando ao fim", declarou a secretária, reforçando a política de colocar os produtores americanos em primeiro lugar.>
A medida, formalizada pelo Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR), impõe uma tarifa adicional de 25% sobre uma série de produtos originários do Brasil. A decisão foi fundamentada na Seção 301 da Lei de Comércio de 1974 e é fruto de um processo que incluiu audiências públicas e rodadas de negociação com autoridades brasileiras. De acordo com o diário oficial americano, os novos impostos passarão a valer a partir de quarta-feira, 22 de julho.>
Apesar da nova sobretaxa, o governo americano optou por manter algumas exceções estratégicaspara evitar impactos negativos sobre o abastecimento e a economia dos próprios Estados Unidos. Ficaram de fora do tarifaço itens como carne bovina, café, suco de laranja, petróleo, celulose e partes para fabricação de aeronaves. Por outro lado, o governo dos EUA confirmou a rejeição de pedidos de isenção para produtos como vestuário, calçados e máquinas agrícolas e industriais, que serão atingidos pela nova alíquota.>
Texto por Suellen Godinho, com supervisão de Adrielle Brito.>