Sinais de diálogo ganham força e EUA pode se reunir com Irã no Paquistão, diz ministro alemão

Autoridades indicam avanço em negociações indiretas enquanto possibilidade de encontro presencial aumenta e pressões militares seguem no radar.

Publicado em 27 de março de 2026 às 08:14

Sinais de diálogo ganham força e EUA podem se reunir com Irã no Paquistão, diz ministro alemão
Sinais de diálogo ganham força e EUA podem se reunir com Irã no Paquistão, diz ministro alemão Crédito: Reprodução/X/@AussenMinDE

Indícios de uma possível reaproximação entre Estados Unidos e Irã surgiram nesta sexta-feira (27), após autoridades europeias apontarem que os dois países podem se encontrar em breve no Paquistão para discutir uma saída negociada para o atual cenário de tensão.

A informação foi divulgada pelo ministro das Relações Exteriores da Alemanha, Johann Wadephul, que afirmou haver movimentações nos bastidores para viabilizar uma reunião direta entre representantes das duas nações. Segundo ele, as conversas ainda acontecem de forma indireta, mas já avançaram para um estágio preparatório de diálogo presencial.

Nos últimos dias, sinais políticos reforçam essa possibilidade. O governo norte-americano tem adotado um discurso mais aberto à negociação, com o presidente Donald Trump indicando que as tratativas com Teerã estariam evoluindo positivamente. Ao mesmo tempo, o secretário de Estado, Marco Rubio, deve se pronunciar sobre o tema, o que aumenta a expectativa em torno de um possível anúncio oficial.

Apesar disso, o governo iraniano mantém uma postura cautelosa e nega publicamente que esteja discutindo um acordo para encerrar o conflito. A divergência de discursos mostra que, embora haja movimentação diplomática, ainda existem entraves importantes no caminho de um entendimento.

Em meio a esse cenário, Trump decidiu adiar por mais 10 dias uma possível ação militar contra a infraestrutura energética do Irã. A ameaça havia sido feita após tensões envolvendo o Estreito de Ormuz, uma das rotas marítimas mais estratégicas para o transporte de petróleo no mundo.

O Paquistão surge como possível mediador nesse processo. O primeiro-ministro Shehbaz Sharif já havia se colocado à disposição para sediar um encontro entre os dois países, destacando que o país estaria pronto para receber negociações que busquem uma solução ampla e definitiva para o impasse.

Enquanto os bastidores diplomáticos avançam, a comunidade internacional acompanha com cautela os próximos passos, diante do impacto global que um eventual acordo ou escalada do conflito pode provocar.