Sob ameaça de tempestades e ventos fortes, Coreia do Norte aciona alerta para chegada do tufão Bavi

Governo norte-coreano adverte população sobre riscos iminentes do fenômeno que já provocou a retirada de 260 mil pessoas na China.

Publicado em 14 de julho de 2026 às 07:47

Sob ameaça de tempestades e ventos fortes, Coreia do Norte aciona alerta para chegada do tufão Bavi
Sob ameaça de tempestades e ventos fortes, Coreia do Norte aciona alerta para chegada do tufão Bavi Crédito: Reprodução/NOAA

A Coreia do Norte emitiu um comunicado de segurança nesta terça-feira (14), para prevenir a população sobre a chegada de tempestades severas e ventos fortes provocados pela aproximação do tufão Bavi. Embora os canais de comunicação oficiais do governo norte-coreano, como o jornal estatal Rodong Sinmun, tragam projeções de que o fenômeno está perdendo sua força de destruição, o alerta máximo foi mantido devido ao rastro de estragos deixado recentemente nos países vizinhos.

A jornada do Bavi começou com extrema violência no dia 6 de julho, quando se formou como um supertufão na região de Guam e das Ilhas Marianas do Norte. Naquela ocasião, suas rajadas de vento alcançaram a impressionante marca de 290 km/h. No entanto, ao cruzar as águas do Oceano Pacífico em direção ao continente asiático, o sistema climático perdeu boa parte de sua energia, caindo para a categoria de tufão com ventos de 144 km/h.

Mesmo com esse enfraquecimento gradual ao longo do trajeto, o fenômeno causou sérios transtornos na China antes de seguir rumo à península coreana. Na segunda-feira, 13 de julho, as autoridades chinesas precisaram retirar cerca de 260 mil pessoas de suas casas em caráter de emergência para evitar tragédias decorrentes das inundações. A previsão do tempo indica que as tempestades volumosas devem continuar castigando o território chinês durante toda esta terça-feira.

Agora, o foco das atenções se volta para a preparação das cidades norte-coreanas. Apesar das notícias locais tentarem tranquilizar a população ao destacar o enfraquecimento do tufão, o governo monitora os riscos para a infraestrutura urbana e para as plantações, já que o solo encharcado e a força dos ventos ainda representam perigo real para a segurança de todos na região.