Publicado em 12 de abril de 2026 às 20:40
O mercado internacional voltou a operar sob forte tensão neste domingo (12) após o anúncio de que os Estados Unidos irão impor um bloqueio ao tráfego marítimo no Estreito de Ormuz a partir das 11h desta segunda-feira (13), no horário de Brasília. A medida provocou uma reação imediata nas bolsas de commodities e fez o preço do petróleo Brent, referência global, ultrapassar novamente a marca de US$ 100 por barril.>
Em pouco mais de uma hora após a divulgação da decisão, o barril, que era negociado em torno de US$ 95, saltou para US$ 102,50, acumulando alta de 7,7%. O movimento reflete o receio dos investidores de uma interrupção no fluxo de petróleo vindo do Golfo Pérsico, uma das regiões mais estratégicas para o abastecimento mundial.>
A ordem partiu do presidente Donald Trump, após o fracasso das negociações entre Washington e Teerã sobre o programa nuclear iraniano, realizadas em Islamabad, no Paquistão. Segundo comunicado atribuído ao governo norte-americano, o bloqueio será aplicado a embarcações de qualquer nacionalidade que estejam entrando ou saindo de portos iranianos, incluindo áreas do Golfo Pérsico e do Golfo de Omã.>
A determinação também autoriza a Marinha dos EUA a interceptar navios em águas internacionais que tenham realizado pagamentos ao governo iraniano para trafegar pela região. A decisão elevou ainda mais a instabilidade no Oriente Médio, sobretudo por envolver uma das rotas marítimas mais sensíveis do planeta.>
Em resposta, a Guarda Revolucionária do Irã divulgou um alerta em tom de ameaça, afirmando que qualquer embarcação militar que se aproxime do Estreito de Ormuz poderá ser tratada como violação do cessar-fogo e alvo de reação imediata. A declaração reforça o risco de escalada militar na área.>
O Estreito de Ormuz é considerado um ponto vital para o comércio global de energia. Estima-se que entre 20% e 25% de todo o petróleo consumido no mundo passe por essa faixa marítima, que conecta o Golfo Pérsico ao Golfo de Omã e ao Oceano Índico.>
Pela rota escoa grande parte da produção de países como Saudi Arabia, United Arab Emirates, Kuwait, Iraq e Iran. Qualquer bloqueio ou ameaça à circulação de navios no local costuma provocar efeitos imediatos sobre o preço dos combustíveis, fretes marítimos e inflação em diversos países.>