Terremoto de magnitude 7,3 atinge o sul do México e gera alerta de tsunami

Tremor com epicentro no mar foi sentido na Guatemala e em El Salvador.

Publicado em 17 de julho de 2026 às 13:36

Um forte terremoto de magnitude 7,3 atingiu a costa sul do México nesta sexta-feira (17).
Um forte terremoto de magnitude 7,3 atingiu a costa sul do México nesta sexta-feira (17). Crédito: Reprodução/Redes Sociais

Um forte terremoto de magnitude 7,3 atingiu a costa sul do México nesta sexta-feira (17), nas proximidades da fronteira com a Guatemala. O tremor teve seu epicentro localizado no mar, perto da cidade de Puerto Madero, com uma profundidade de 15 quilômetros, considerada baixa, o que pode aumentar o potencial de impacto em terra.

Devido à intensidade e localização do sismo, o Sistema de Alerta de Tsunami dos Estados Unidos emitiu um aviso de risco de tsunami para o México e a Guatemala. A previsão indica a possibilidade de ondas de até 1 metro de altura em um raio de 300 km do epicentro, atingindo também as costas de outros oito países da América Latina, como Colômbia, Equador e Panamá.

A presidente do México, Claudia Sheinbaum, recomendou que moradores dos estados de Chiapas e Tabasco não se aproximem das praias pelas próximas seis horas. A Secretaria da Marinha reforçou a orientação por precaução, embora, até o momento, não existam relatos de danos estruturais graves ou vítimas nos estados mexicanos atingidos.

O terremoto foi fortemente sentido em cidades vizinhas. Na Guatemala, prédios balançaram, levando moradores a evacuarem residências e edifícios comerciais na capital. O presidente guatemalteco, Bernardo Arévalo, também confirmou que não há registros de feridos no país. Relatos de testemunhas indicam que o tremor também pôde ser sentido em El Salvador e no estado mexicano de Oaxaca, onde foi classificado como de intensidade moderada.

Inicialmente, o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS) havia registrado o tremor com magnitude 7,4, mas a intensidade foi corrigida posteriormente para 7,3. As autoridades seguem monitorando a costa e avaliando possíveis impactos secundários na região.

Texto por Suellen Godinho, com supervisão de Adrielle Brito.