Publicado em 2 de setembro de 2026 às 17:59
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou nesta quarta-feira (2) que mantém uma "boa relação com o Brasil" na atualidade. Durante entrevista concedida a jornalistas no Salão Oval da Casa Branca, o mandatário norte-americano evitou citar diretamente o presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva. De acordo com o líder estrangeiro, a aproximação diplomática de Washington com o continente decorre de uma mudança política recente observada nos países vizinhos.>
Trump argumentou que as relações dos Estados Unidos com toda a América do Sul registraram melhora substancial porque os governos da região estão se inclinando para o conservadorismo. "Eles deixaram a esquerda e foram para a direita; estão todos indo para a direita", afirmou o presidente norte-americano, traçando um comparativo com o cenário diplomático de dois anos atrás.>
Na avaliação de Trump, essa transição política restabeleceu o prestígio internacional de seu país no hemisfério. "Na verdade, temos um bom relacionamento com praticamente todos eles agora. Eles têm muito respeito pelo nosso país. Eles não respeitavam nosso país nem um pouco há dois anos, então estamos indo muito bem na América do Sul, na América Latina", completou o governante.>
Além de comentar a guinada ideológica regional, o presidente dos EUA afirmou ter exercido influência direta em pleitos recentes na América do Sul. Ele sustentou que ajudou "muita gente a ser eleita na América do Sul" recentemente, citando nominalmente o caso argentino. "Temos muitas pessoas, na Argentina, por exemplo, há muitas pessoas que ajudei a eleger, e essa parte do nosso hemisfério está realmente se tornando muito diferente do que era", declarou o republicano.>
Por outro lado, o líder norte-americano não respondeu especificamente ao ser questionado sobre a eventual intenção de construir bases militares dos Estados Unidos em solo sul-americano. A possibilidade de novas parcerias na área de defesa está associada a acordos recentes conduzidos por Washington com os governos de El Salvador e da Colômbia.>
Texto por Suellen Godinho, com supervisão de Adrielle Brito.>