Trump anuncia cessar-fogo de 10 dias entre Israel e Líbano

Presidente dos EUA afirma ter conversado com líderes dos dois países e prevê encontro histórico na Casa Branca; Hezbollah condiciona o respeito à trégua ao fim dos ataques israelenses.

Publicado em 16 de abril de 2026 às 14:27

Edificio no Líbano destruído por Israel.
Edificio no Líbano destruído por Israel. Crédito: Reprodução/Internet

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta quinta-feira (16) que Israel e Líbano concordaram com um cessar-fogo de dez dias. Segundo o republicano, a trégua está prevista para começar às 18h (horário de Brasília) de hoje, após conversas telefônicas diretas com os líderes de ambas as nações.

O objetivo do acordo temporário, conforme detalhado por Trump, é iniciar formalmente um processo para alcançar a paz na região. Como parte dessa iniciativa, o presidente norte-americano informou que pretende convidar o presidente libanês, Joseph Aoun, e o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, para uma reunião na Casa Branca. Caso o encontro ocorra, será a primeira vez em três décadas que os líderes dos dois países se reúnem.

Apesar do anúncio, a eficácia da trégua enfrenta desafios imediatos. O Hezbollah, grupo terrorista financiado pelo Irã que atua no Líbano e tem sido o principal alvo das ofensivas israelenses, havia declarado anteriormente que não respeitaria acordos entre os governos. No entanto, após a fala de Trump, o deputado libanês Hassan Fadlallah, integrante do braço político do grupo, indicou que o cumprimento do cessar-fogo dependerá da interrupção dos ataques de Israel ao território libanês. Por outro lado, fontes do Exército israelense afirmaram que, mesmo com a trégua, não há planos para a retirada dos militares de Israel que ocupam o sul do Líbano neste momento.

Em resposta ao anúncio, o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu convocou seu gabinete para uma "discussão urgente" sobre os termos do cessar-fogo. Até o momento, a presidência libanesa não confirmou a ligação mencionada por Trump, mas sinalizou que um cessar-fogo seria um ponto de partida natural para negociações. Anteriormente, Joseph Aoun teria se recusado a falar diretamente com Netanyahu.

Texto por Suellen Godinho, com supervisão de Cássio Leal.