Trump anuncia reabertura total do Estreito de Ormuz após acordo entre EUA e Irã

Segundo Trump, a reabertura ocorrerá de forma imediata após a cerimônia que será realizada em Genebra, na Suíça

Publicado em 16 de junho de 2026 às 11:55

Segundo Trump, a reabertura ocorrerá de forma imediata após a cerimônia que será realizada em Genebra, na Suíça
Segundo Trump, a reabertura ocorrerá de forma imediata após a cerimônia que será realizada em Genebra, na Suíça Crédito: Reprodução 

Presidente norte-americano afirma que passagem estratégica para o comércio mundial voltará a operar normalmente na sexta-feira (19), quando os dois países devem formalizar o fim do conflito

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta terça-feira (16) que o Estreito de Ormuz será totalmente reaberto a partir de sexta-feira (19), data prevista para a assinatura oficial do acordo de paz entre Estados Unidos e Irã.

Segundo Trump, a reabertura ocorrerá de forma imediata após a cerimônia que será realizada em Genebra, na Suíça. O estreito, considerado uma das rotas marítimas mais importantes do mundo para o transporte de petróleo, teve sua circulação parcialmente restringida pelo Irã durante o conflito, em resposta aos ataques promovidos por forças norte-americanas e israelenses.

O acordo, anunciado no fim de semana, prevê o encerramento da guerra que se estende há mais de três meses no Oriente Médio. Apesar do entendimento entre as partes, o texto oficial ainda não foi divulgado integralmente.

Durante encontro com o presidente dos Emirados Árabes Unidos, Mohamed bin Zayed Al Nahyan, na cúpula do G7, realizada em Evián, na França, Trump afirmou que o pacto garante que o Irã não desenvolverá armas nucleares.

“O Irã quer resolver isso. Eles precisam retomar os negócios, e o relacionamento agora está normalizado”, declarou o presidente norte-americano.

Trump também informou que pretende divulgar o conteúdo do acordo nos próximos dias e encaminhá-lo ao Congresso dos Estados Unidos para análise dos parlamentares.

Além das declarações sobre o Irã, o republicano voltou a fazer críticas ao primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu. Segundo ele, o governo israelense deveria agir com mais responsabilidade nas operações militares realizadas no Líbano. Trump chegou a sugerir que a Síria assumisse o combate ao grupo Hezbollah na região.

“Se Israel não consegue fazer o trabalho sem matar todo mundo, a Síria deveria fazê-lo”, afirmou.

Apesar do anúncio do acordo, ainda existem informações divergentes entre os governos envolvidos sobre os próximos passos para a implementação definitiva do cessar-fogo e a normalização das relações entre Washington e Teerã.

Com informações do G1