Publicado em 9 de fevereiro de 2026 às 07:44
A apresentação de Bad Bunny no intervalo do Super Bowl provocou forte reação do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que usou declarações públicas para criticar duramente o show comandado pelo artista porto-riquenho. Para o chefe da Casa Branca, o espetáculo não representou os valores que, segundo ele, deveriam estar associados ao evento esportivo mais assistido do país.
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trump afirmou que a perfomance foi inadequada e destoou do padrão histórico do Super Bowl, classificando o show como um dos piores já exibidos. Em suas falas, o presidente destacou que a apresentação não refletiria a"grandeza americana" nem os ideais de criatividade e excelência que ele associa à cultura dos Estados Unidos.
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Um dos principais alvos da crítica foi o fato de Bad Bunny cantar majoritariamente em espanhol. Trump disse que o público não conseguiria compreender o conteúdo das músicas e atacou as coreografias exibidas no palco, alegando que o espetáculo seria impróprio para crianças que acompanhavam a transmissão em todo o país e no exterior.>
As declarações foram feitas após Trump assistir à final do campeonato durante um evento privado realizado na Flórida. Segundo ele, o show do intervalo teria sido uma “afronta” em um momento em que os Estados Unidos, na sua avaliação, estariam alcançando novos recordes e avanços.>
Antes mesmo do Super Bowl, Trump já havia demonstrado insatisfação com a escolha de Bad Bunny como atração principal do intervalo, especialmente por conta de manifestações públicas do cantor contra o ICE, o Serviço de Imigração e Alfândega dos EUA.>
Em resposta simbólica à apresentação oficial, o grupo conservador Turning Point USA promoveu um espetáculo alternativo, batizado de “The All-American Halftime Show”. O evento contou com shows de artistas alinhados ao discurso do governo, como Kid Rock, e explorou elementos associados à música country e à estética patriótica, com participação ativa do fundador do grupo, Charlie Kirk.>
A repercussão do episódio ampliou o debate sobre diversidade cultural, representatividade latina e o uso do Super Bowl como palco de disputas políticas e ideológicas nos Estados Unidos.>