Publicado em 10 de janeiro de 2026 às 12:54
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, descartou nesta sexta-feira (9) a possibilidade de autorizar uma operação para capturar o presidente da Rússia, Vladimir Putin, em meio à guerra na Ucrânia. Segundo ele, uma medida desse tipo não seria necessária no atual cenário do conflito.
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A declaração foi feita durante uma reunião com executivos do setor petrolífero, em Washington, após questionamento de um repórter sobre eventuais ações mais duras contra o líder russo.>
“Não acho que será necessário”, respondeu Trump, de forma breve.>
Ao comentar a relação com Moscou, o presidente afirmou que sempre manteve um bom relacionamento com Putin, mas reconheceu frustração com a dificuldade de encerrar a guerra. Trump disse que, no início, acreditava que o conflito seria mais simples de resolver.>
O presidente norte-americano também mencionou números recentes de mortes e a situação econômica da Rússia como indícios de que o impasse tende a caminhar para uma solução. Segundo ele, apenas no último mês, cerca de 31 mil pessoas teriam morrido no conflito, grande parte delas soldados russos.>
“A economia russa está em péssima situação. Acho que isso vai acabar sendo resolvido. Gostaria que tivesse acontecido mais rápido”, afirmou.>
Em outro momento da conversa com jornalistas, Trump declarou que Putin não se sente pressionado pela liderança europeia, mas teme a força dos Estados Unidos sob sua gestão. Para o presidente, o peso militar e político de Washington é o principal fator de contenção contra Moscou.>
“Eu diria que o presidente Putin não tem medo da Europa. Ele tem medo dos Estados Unidos da América, liderados por mim”, disse.>
As declarações ocorrem enquanto representantes da Ucrânia e dos Estados Unidos participam, em Paris, de negociações com uma coalizão de países aliados de Kiev. O objetivo é superar os últimos entraves de um possível acordo de paz, que Washington pretende concluir com o governo ucraniano antes de submetê-lo à análise da Rússia.>
Desde o início do atual mandato de Trump, os Estados Unidos passaram a atuar como mediadores do conflito, deixando de exercer exclusivamente o papel de apoiadores do governo ucraniano. A estratégia da Casa Branca é construir um acordo entre Kiev e Moscou e pressionar o Kremlin a aceitar os termos negociados.>
Com informações do G1>