Publicado em 3 de março de 2026 às 12:01
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta terça-feira (03) que considera encerrada qualquer possibilidade de negociação com o Irã. A declaração acontece em meio a uma rápida escalada de confrontos no Oriente Médio, após ações militares conjuntas envolvendo forças americanas e israelenses contra o território iraniano.>
Em publicação, Trump declarou que já não vê espaço para conversas diplomáticas. Segundo ele, a capacidade militar e a liderança iraniana teriam sido neutralizadas, e o momento para diálogo teria passado. A fala contraria posicionamentos anteriores e também vai na direção oposta ao que foi dito por autoridades iranianas.>
Na segunda-feira (02), o secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irã, Ali Larijani, havia afirmado que o país não pretende negociar com os Estados Unidos. A declaração foi uma resposta direta a uma fala anterior de Trump, na qual o presidente americano mencionava a possibilidade de conversas entre os dois países.>
A troca de declarações ocorre após uma ofensiva coordenada entre Estados Unidos e Israel que resultou na morte do líder supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei. A ação provocou forte reação de Teerã, que lançou ataques contra bases militares americanas espalhadas pela região.>
As investidas iranianas atingiram ao menos nove países do Oriente Médio: Bahrein, Catar, Kuwait, Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita, Iraque, Jordânia e Omã. Autoridades dos Emirados Árabes Unidos confirmaram três mortes. No Kuwait, uma pessoa morreu, enquanto no Bahrein um trabalhador perdeu a vida após ser atingido por destroços de um míssil interceptado.>
O clima de instabilidade também se espalhou para o Líbano. Na manhã de segunda-feira, forças americanas e israelenses realizaram um novo ataque coordenado no país. A ação ocorreu depois que o Hezbollah assumiu a autoria de um ataque contra Israel no domingo.>
Com a sucessão de ataques, retaliações e declarações públicas cada vez mais duras, o cenário no Oriente Médio se torna ainda mais delicado. A ausência de diálogo entre as potências envolvidas amplia o risco de novos confrontos e de impactos diretos para toda a região.>