Publicado em 14 de julho de 2026 às 15:23
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, recuou nesta terça-feira (14) da proposta de impor uma taxa de 20% sobre as mercadorias que transitam pelo Estreito de Ormuz. A ideia original, anunciada apenas um dia antes, previa que a cobrança cobriria os custos da segurança fornecida pelos EUA na rota marítima, mas a medida será agora substituída por acordos comerciais e de investimentos com países do Golfo — Arábia Saudita, Catar, Emirados Árabes Unidos, Bahrein, Kuwait e Omã.>
O secretário de Estado americano, Marco Rubio, e o vice-presidente, JD Vance, já haviam manifestado anteriormente que vias navegáveis internacionais devem ser livres de pedágios, conforme determina o direito internacional. Além do governo interno, o Reino Unido e a Organização Marítima Internacional reforçaram que a passagem pelo estreito não deve sofrer cobranças. Trump, que em maio já havia defendido que o local deveria ser "livre", confirmou que a nova decisão baseou-se em conversas produtivas com lideranças do Oriente Médio.>
O Estreito de Ormuz é vital para a economia global, sendo o ponto de saída para cerca de um quinto da produção mundial diária de petróleo. Com a guerra no Oriente Médio, o regime iraniano fechou a rota, impedindo que aproximadamente 15 milhões de barris de petróleo bruto cheguem ao mercado todos os dias. Essa interrupção causou uma disparada nos preços, que ultrapassaram a marca de US$ 100 por barril, gerando a maior interrupção de fornecimento da história do mercado, segundo a Agência Internacional de Energia.>
Apesar da desistência quanto ao pedágio para os países aliados e parceiros comerciais, o governo dos Estados Unidos manteve o tom de confronto com Teerã. Donald Trump afirmou que continuará a manter o bloqueio aos portos do Irã, mantendo a pressão sobre o país que atualmente controla o estrangulamento da rota marítima.>
Texto por Suellen Godinho, com supervisão de Adrielle Brito.>