Publicado em 13 de abril de 2026 às 07:55
Em meio ao impasse diplomático entre Estados Unidos e Irã, o presidente Donald Trump afirmou na noite de domingo (12) que o cessar-fogo temporário firmado entre os dois países “está se mantendo bem”, mesmo após o fracasso das negociações realizadas no fim de semana. A declaração, dada a jornalistas no retorno a Washington, recolocou a trégua no centro da crise e elevou novamente a tensão na região do Estreito de Ormuz, rota estratégica para o transporte global de petróleo.>
Segundo Trump, a pausa nas hostilidades segue em vigor, apesar do cenário instável. O presidente também voltou a adotar um discurso duro ao afirmar que as forças militares iranianas estariam enfraquecidas e, na sequência, anunciou que os Estados Unidos iniciariam, na manhã desta segunda-feira (13), um bloqueio naval na região. A medida marca uma nova escalada após o colapso das tratativas diplomáticas que tentavam transformar a trégua provisória em um acordo mais duradouro.>
O foco da fala de Trump está justamente na sustentação desse cessar-fogo, que havia sido acertado há cerca de duas semanas como uma tentativa de reduzir a tensão militar no Oriente Médio. À época, a abertura segura do Estreito de Ormuz foi apontada como condição essencial para a manutenção da trégua, já que a passagem concentra cerca de um quinto do fluxo mundial de petróleo.>
A resposta do Irã veio poucas horas depois. Um assessor militar ligado à liderança suprema do país declarou que qualquer tentativa de bloqueio por parte dos Estados Unidos está condenada ao fracasso. A avaliação é de que Teerã ainda possui capacidade militar suficiente para reagir e impedir movimentações navais americanas na área, o que coloca em xeque a própria continuidade do cessar-fogo citado por Trump.>
Mesmo sem um fechamento técnico total do estreito, o trânsito marítimo já vinha sofrendo restrições graduais impostas pelo Irã, especialmente sobre navios petroleiros. O endurecimento anunciado por Washington pode impactar diretamente o comércio internacional de energia e pressionar ainda mais o mercado global de combustíveis, que já vinha reagindo com volatilidade às incertezas na região.>