Trump diz que Flávio Bolsonaro pode ficar nos EUA 'quanto tempo quiser'

Presidente norte-americano afirmou que não pretende se encontrar com o senador brasileiro, que deixou o país após a derrota eleitoral para Luiz Inácio Lula da Silva.

Publicado em 1 de novembro de 2026 às 09:45

Presidente norte-americano afirmou que não pretende se encontrar com o senador brasileiro, que deixou o país após a derrota eleitoral para Luiz Inácio Lula da Silva.
Presidente norte-americano afirmou que não pretende se encontrar com o senador brasileiro, que deixou o país após a derrota eleitoral para Luiz Inácio Lula da Silva. Crédito: Reprodução

Neste sábado (31), o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que o senador Flávio Bolsonaro (PL) pode permanecer em território norte-americano “quanto tempo quiser”. Durante conversa com jornalistas em seu clube Mar-a-Lago, em Palm Beach, na Flórida, o republicano também declarou que não tem planos de se encontrar com o parlamentar.

Flávio deixou o Brasil rumo aos Estados Unidos nesta semana, após ser derrotado por Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nas eleições presidenciais. O passaporte do senador também foi incluído em um pedido de apreensão feito pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes.

Também neste sábado, o secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, afirmou que o governo dos Estados Unidos não participou diretamente da saída de Flávio do Brasil. “Não estávamos envolvidos em nenhum dos acordos ou preparativos que ele fez para deixar o país. Pelo menos, o governo dos Estados Unidos não participou diretamente de nenhuma das ações realizadas”, declarou.

Ao comentar a situação do senador, Trump levantou suspeitas sobre o processo eleitoral brasileiro, mas não apresentou provas para sustentar as alegações. O presidente norte-americano também elogiou Flávio, embora tenha evitado comentar a carta divulgada pelo político.

“Não quero comentar isso agora, mas achei que a eleição foi um grande constrangimento para o povo brasileiro”, afirmou Trump. Em seguida, disse que acompanhou o pleito, mas não tomou partido, alegando que Lula havia pedido que ele não interferisse na disputa.

O republicano também criticou os efeitos do resultado eleitoral sobre o mercado brasileiro. “Ao observar o que aconteceu no Brasil... bem, basta olhar para o mercado. O mercado despencou. Enfim, achei que foi uma situação muito vergonhosa para o Brasil”, declarou.

As suspeitas de fraude eleitoral levantadas por Trump não foram acompanhadas de provas e contrastam com o resultado oficial confirmado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que declarou a vitória de Lula. O próprio PL, partido de Flávio Bolsonaro, reconheceu o resultado das urnas, embora tenha solicitado esclarecimentos à Justiça.

Nos Estados Unidos, Trump enfrenta uma eleição decisiva para o restante de seu mandato. Na próxima terça-feira (3), os eleitores vão às urnas para renovar a Câmara dos Representantes e parte do Senado. Projeções eleitorais indicam que os democratas têm chances de conquistar o controle das duas Casas do Congresso.

Diante desse cenário, o presidente norte-americano já colocou em dúvida se aceitará o resultado da votação. Questionado sobre o assunto, afirmou: “Respeitarei, se forem eleições honestas”.