Publicado em 7 de março de 2026 às 18:22
Dias após ordenar ataques contra o Irã, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, recebeu neste sábado (7) líderes de países da América Latina, América Central e Caribe para anunciar a criação de uma coalizão militar voltada ao combate aos cartéis de drogas na região.>
A reunião ocorreu na Flórida e marcou o lançamento da iniciativa chamada “Escudo das Américas”, proposta pelo governo norte-americano para intensificar ações de segurança e ampliar a cooperação militar entre países aliados.>
Durante o encontro, Trump afirmou que o avanço do crime organizado e do tráfico de drogas é um dos principais motivos para aumentar o envolvimento dos Estados Unidos na América Latina. Segundo ele, a nova coalizão busca enfrentar organizações criminosas que atuam em diferentes países do continente.>
Pelo menos uma dúzia de líderes participaram da cúpula. Entre eles estão o presidente da Argentina, Javier Milei, o presidente eleito do Chile, José Antonio Kast, e o presidente de El Salvador, Nayib Bukele, conhecido por sua política rígida de combate às gangues.>
Trump também anunciou que a ex-secretária de Segurança Interna dos Estados Unidos, Kristi Noem, será a enviada especial responsável pela iniciativa. Ela deixou o cargo recentemente após enfrentar críticas no Congresso.>
Além da questão de segurança, o encontro também teve como pano de fundo a disputa de influência entre Estados Unidos e China na América Latina. Nos últimos anos, o país asiático ampliou sua presença econômica na região por meio de comércio, investimentos em infraestrutura e empréstimos a governos.>
Dados de especialistas apontam que o comércio entre a China e países latino-americanos chegou a cerca de 518 bilhões de dólares em 2024, além de mais de 120 bilhões de dólares em financiamentos concedidos a governos do hemisfério ocidental.>
Diante desse cenário, o governo americano busca fortalecer alianças políticas e econômicas com países da região. A reunião também acontece às vésperas de um encontro entre Trump e o presidente chinês Xi Jinping, previsto para o final de março em Pequim.>
Entre os líderes presentes na cúpula predominam governos com posições mais conservadoras em temas como segurança, migração e economia. O presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, não foi convidado para o encontro.>