Trump se revolta com Nobel da Paz e diz que deveria ter sido premiado: “Que absurdo!”

Presidente americano questiona escolha de Navi Pillay e reivindica reconhecimento por suposta participação no fim de conflitos internacionais.

Publicado em 10 de outubro de 2026 às 16:12

Presidente dos EUA, Donald Trump.
Presidente dos EUA, Donald Trump. Crédito: Joyce N. Boghosian/Official White House Photo

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a demonstrar insatisfação com a escolha do Prêmio Nobel da Paz de 2026. Neste sábado (10), o republicano criticou a vencedora, a jurista sul-africana Navi Pillay, e afirmou que merecia ter recebido a premiação em reconhecimento à sua atuação diplomática.

Em publicação na rede social Truth Social, Trump contestou a decisão do Comitê Norueguês do Nobel e classificou o resultado como injusto. O presidente também direcionou críticas à Noruega, país onde está sediado o comitê responsável pela escolha dos vencedores.

Para justificar sua reivindicação, Trump afirmou ter contribuído para o encerramento de oito guerras e declarou estar próximo de solucionar outros dois conflitos. Na avaliação do republicano, essas iniciativas deveriam ter sido consideradas suficientes para garantir o prêmio. As afirmações, contudo, precisam ser analisadas à luz dos resultados efetivos de cada negociação internacional.

Quem é Navi Pillay?

A jurista sul-africana Navi Pillay construiu uma carreira ligada à defesa dos direitos humanos e ao direito internacional. Ela ocupou o cargo de alta-comissária das Nações Unidas para os Direitos Humanos e atuou como juíza do Tribunal Penal Internacional (TPI).

Pillay também presidiu uma comissão independente de investigação da Organização das Nações Unidas (ONU) que, em 2025, concluiu que Israel cometeu genocídio na Faixa de Gaza. O governo israelense rejeitou as acusações, que também foram contestadas pelos Estados Unidos.

A atuação da jurista em questões relacionadas ao conflito no Oriente Médio está entre os temas que geram divergências com o governo Trump.

Atrito com instituições internacionais

As críticas do presidente americano ocorrem em meio a novos atritos entre Washington e organismos internacionais. Na sexta-feira (9), os Estados Unidos anunciaram sanções contra o Tribunal Penal Internacional, justificadas pelo governo como uma resposta a medidas consideradas contrárias aos interesses americanos.

O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, também criticou a instituição e defendeu que aliados americanos adotem uma postura de pressão contra o tribunal.

A escolha do Nobel da Paz, por sua vez, cabe ao Comitê Norueguês do Nobel, que atua de forma independente do governo da Noruega. A premiação segue critérios próprios, e a reivindicação de Trump não altera a decisão anunciada.

A nova manifestação do republicano reacende a discussão sobre sua busca pelo reconhecimento internacional e evidencia as divergências entre o governo americano e instituições que atuam na defesa dos direitos humanos e na responsabilização por crimes internacionais.

Com informações do portal g1