Publicado em 22 de maio de 2026 às 16:05
A diretora de Inteligência Nacional dos Estados Unidos, Tulsi Gabbard, anunciou sua renúncia nesta sexta-feira (22). Gabbard informou que permanecerá no cargo até o dia 30 de junho, quando será substituída interinamente por Aaron Lukas, atual vice-diretor principal da agência.>
Em carta publicada nas redes sociais e enviada ao presidente Donald Trump, Gabbard explicou que a decisão é motivada por questões familiares graves. Seu marido, Abraham, foi diagnosticado com uma forma extremamente rara de câncer ósseo. "Neste momento, preciso me afastar do serviço público para estar ao seu lado e apoiá-lo integralmente nesta batalha", afirmou a diretora.>
O presidente Donald Trump reagiu ao anúncio através da rede Truth Social, lamentando a partida de Gabbard. Trump elogiou o desempenho da diretora, afirmando que ela fez um "trabalho incrível" e expressou otimismo quanto à recuperação de seu marido.>
Apesar da justificativa pessoal, a saída de Gabbard ocorre em um momento de especulações nos bastidores de Washington. Rumores sobre sua demissão circulavam há semanas, embora ela tivesse negado a intenção de sair até pouco tempo atrás. Segundo fontes da administração federal, seu mandato foi marcado por mensagens contraditórias, especialmente sobre a postura dos EUA em relação ao Irã, o que gerou desacordos pontuais com a Casa Branca.>
Tulsi Gabbard, veterana da Guarda Nacional e ex-congressista pelo Havaí, teve uma trajetória política singular: foi a primeira samoana-americana e hindu no Congresso e concorreu à Presidência pelos Democratas em 2020 antes de se filiar ao Partido Republicano e apoiar Trump em 2024.>
A renúncia de Gabbard soma-se a uma série de baixas recentes no alto escalão do governo Trump, que incluem a secretária de Segurança Interna, Kristi Noem, a procuradora-geral, Pam Bondi, e a secretária do Trabalho.>
Texto por Suellen Godinho, com supervisão de Adrielle Brito.>