União Europeia abre investigação contra Shein por produtos ilegais

Autoridades querem apurar se plataforma viola regras de proteção ao consumidor

Publicado em 17 de fevereiro de 2026 às 15:56

Autoridades querem apurar se plataforma viola regras de proteção ao consumidor
Autoridades querem apurar se plataforma viola regras de proteção ao consumidor Crédito: Reprodução

Nesta terça-feira (17), a União Europeia abriu uma investigação formal contra a Shein para apurar a venda de produtos ilegais e o uso de recursos considerados potencialmente viciantes na plataforma, com base na Lei de Serviços Digitais, que exige que empresas combatam conteúdos prejudiciais e protejam os usuários.

A investigação foi motivada por preocupações crescentes com a segurança dos consumidores e com o funcionamento do algoritmo da empresa. A decisão ganhou força após a França pressionar autoridades europeias, em novembro do ano passado, a agir contra a venda de produtos considerados inadequados, como bonecas sexuais com aparência infantil. Após a repercussão, a Shein informou que interrompeu a comercialização desses itens em todo o mundo.

A Comissão Europeia também vai avaliar se a empresa está cumprindo as exigências para impedir a venda de conteúdos ilegais, incluindo materiais proibidos, além de verificar se o sistema de recomendações é transparente e respeita as normas de proteção digital.

Outro ponto central da investigação é o design da plataforma, que utiliza recompensas, pontos e incentivos para estimular o engajamento dos usuários. Segundo as autoridades, esse tipo de recurso pode influenciar o comportamento dos consumidores, especialmente os mais jovens, e afetar o bem-estar digital.

Em resposta, a Shein afirmou que está colaborando com as autoridades e reforçou que investiu em medidas de segurança, como ferramentas mais avançadas de detecção de conteúdos proibidos e sistemas de verificação de idade para impedir que menores tenham acesso a produtos restritos.

A investigação faz parte de um esforço mais amplo da União Europeia para aumentar o controle sobre grandes plataformas digitais e garantir que empresas que operam no bloco respeitem as regras de segurança, transparência e proteção ao consumidor.