União Europeia investiga Booking.com por anúncios falsos e golpes contra usuários

Comissão Europeia apura se plataforma adotou medidas suficientes para combater fraudes em reservas e anúncios pagos sem identificação.

Publicado em 21 de outubro de 2026 às 21:18

Comissão Europeia abriu uma investigação contra a Booking.com.
Comissão Europeia abriu uma investigação contra a Booking.com. Crédito: Reprodução

A Comissão Europeia abriu uma investigação para apurar se a Booking.com está adotando medidas suficientes para combater anúncios fraudulentos, golpes virtuais e ofertas irregulares de hospedagem. O procedimento busca verificar se a plataforma cumpre as obrigações previstas na Lei de Serviços Digitais (DSA), legislação que estabelece regras para grandes serviços on-line.

Entre os pontos investigados estão anúncios de imóveis inexistentes, falsificação de identidade de hotéis e ofertas de hospedagem que não cumprem as regras aplicáveis. Os reguladores também vão analisar golpes de phishing que utilizam dados de reservas e informações pessoais de hóspedes compartilhadas com estabelecimentos parceiros.

Outro foco da apuração é a divulgação de anúncios promovidos mediante pagamento sem identificação clara de que se trata de publicidade. A Comissão Europeia iniciou o procedimento após uma análise preliminar e a avaliação de relatórios de risco apresentados pela empresa neste ano e nos três anos anteriores.

Caso sejam identificadas violações da legislação europeia, as multas podem chegar a 6% do faturamento anual global da companhia. A abertura da investigação, no entanto, não significa que a Booking.com tenha sido considerada culpada.

A responsável pela área de tecnologia da Comissão Europeia, Henna Virkkunen, destacou a necessidade de proteger os consumidores contra fraudes durante a contratação de serviços de viagem.

Em resposta, um porta-voz da Booking.com afirmou que a empresa está colaborando com as autoridades europeias e reiterou o compromisso de combater crimes cibernéticos, proteger os dados pessoais e aumentar a segurança de viajantes e estabelecimentos parceiros.

A investigação seguirá para avaliar se as medidas adotadas pela plataforma atendem às exigências da legislação europeia.