Publicado em 15 de abril de 2026 às 08:09
O vídeo de um pai que tenta cobrar judicialmente o próprio filho após a desistência de um programa de “terapia de conversão” tomou conta das redes sociais nos últimos dias e provocou forte repercussão entre internautas. As imagens, compartilhadas principalmente no Instagram e no X, acumulam milhares de visualizações e comentários pela carga emocional do caso.>
A cena mostra um homem identificado como Gregory acionando o filho, Michael, para exigir o ressarcimento de 6 mil dólares, valor gasto em um programa religioso que prometia mudar a orientação sexual do jovem. Segundo o relato apresentado no programa, o rapaz aceitou participar após ser pressionado pelo pai e ameaçado de expulsão de casa.>
Depois de cerca de um mês no local, Michael abandonou o programa ao afirmar que era alvo de humilhações, constrangimentos e discursos que o classificavam como “amaldiçoado”. O episódio ganhou ainda mais repercussão por conta da reação da apresentadora e árbitra do caso, Eboni K. Williams, que repreendeu duramente o pai e decidiu rejeitar o pedido de indenização.>
Apesar de muitos usuários acreditarem se tratar de um processo judicial real, o caso foi exibido no programa norte-americano Equal Justice with Judge Eboni K. Williams, formato televisivo que simula julgamentos e funciona como arbitragem para entretenimento. Ou seja, não se trata de um tribunal oficial, embora os casos possam ser inspirados em situações reais.>
A viralização do vídeo reacendeu discussões sobre a chamada “cura gay”, prática amplamente condenada por entidades de direitos humanos e organizações ligadas à saúde mental. Em diversos países, terapias de conversão são consideradas métodos abusivos e sem respaldo científico, justamente por tentarem alterar a orientação sexual ou identidade de gênero de uma pessoa.>
Nas redes, a maior parte das reações foi de indignação diante da postura do pai e de apoio ao jovem. O momento em que a juíza deixa a bancada para confortar o rapaz se tornou um dos trechos mais compartilhados, sendo apontado por internautas como uma importante mensagem de acolhimento à comunidade LGBTQIA+.>