Publicado em 6 de novembro de 2026 às 16:55
A ex-deputada federal Carla Zambelli (PL-SP) já conseguiu arrecadar €10.310, aproximadamente R$ 63,1 mil, em uma nova campanha de doações criada para ajudar a custear sua permanência na Itália. Até esta sexta-feira (6), a vaquinha intitulada “Ajude Carla Zambelli” havia recebido 398 contribuições.>
A maior quantia doada individualmente foi de €500, enviada por um apoiador anônimo. Segundo Zambelli, a iniciativa foi criada porque ela enfrenta dificuldades financeiras no exterior. A ex-parlamentar afirma que decisões judiciais no Brasil têm dificultado a abertura de uma conta bancária e a possibilidade de conseguir trabalho na Itália.>
A campanha também ocorre após o encerramento de uma comunidade paga que havia sido criada anteriormente por Zambelli. A proposta era cobrar R$ 50 reais mensais dos participantes em troca de conteúdos exclusivos, vídeos e transmissões ao vivo. Depois que a página foi suspensa pela plataforma, a ex-deputada informou que os valores pagos seriam devolvidos e passou a buscar apoio financeiro por meio de doações.>
Condenações e extradição>
Carla Zambelli acumula duas condenações criminais no Brasil. A primeira prevê 10 anos e 8 meses de prisão por envolvimento na invasão dos sistemas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), em 2023. O episódio resultou na emissão de um falso mandado de prisão contra o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).>
Em outro processo, a ex-deputada foi condenada a 5 anos e 3 meses de prisão por porte ilegal de arma de fogo e constrangimento ilegal. A decisão está relacionada à perseguição armada a um jornalista pelas ruas de São Paulo, na véspera do segundo turno das eleições de 2022.>
Em maio deste ano, a Justiça italiana rejeitou o pedido de extradição apresentado pelo Brasil no caso da invasão ao sistema do CNJ. Com a decisão, Zambelli deixou a prisão em Roma, onde estava desde julho de 2025. No entanto, o processo relacionado à segunda condenação ainda aguarda uma definição.>
A audiência sobre esse pedido, inicialmente prevista para outubro, foi adiada para 24 de novembro. A defesa solicitou mais prazo para analisar documentos enviados pelo Brasil sobre as condições de encarceramento e a assistência médica oferecida na Penitenciária Feminina do Distrito Federal, conhecida como Colmeia. Enquanto aguarda a decisão da Justiça italiana, Zambelli permanece em liberdade no país europeu.>