Publicado em 17 de janeiro de 2024 às 05:00
Lançado em 2020, o Pix virou o principal meio para transações bancárias no Brasil, o que atraiu os olhares de cibercriminosos. Dados da Silverguard, empresa de segurança financeira no mundo digital, apontam que 4 em cada 10 brasileiros já sofreram tentativa do golpe que usava o Pix —dos atingidos, 22% já perderam dinheiro.>
Um dado chama ainda mais atenção: 9 em cada 10 não sabem como recuperar o valor perdido. Mas será que dá mesmo?>
Tempo é dinheiro quando se trata do golpe do Pix. Quanto mais rápido a vítima tomar medidas para recuperar o valor enviado aos golpistas, maiores são as chances de obter o dinheiro de volta, apontam especialistas em cibersegurança.>
Ao perceber que foi vítima do golpe, interrompa a comunicação com o cibercriminoso e acione imediatamente o seu banco.>
Registre capturas da tela do celular, número de contato do golpista, chave Pix para a qual o valor foi enviado, número da transação e conversas de WhatsApp. Tudo deve ser guardado e informado aos bancos.>
Contudo, se a conversa do golpe foi via WhatsApp, não bloqueie o contato, pois isso poderá ocultar a conversa e impedir que você faça a captura de tela.>
Entre em contato imediatamente com o banco para acionar o Mecanismo Especial de Devolução, sistema criado pelo Banco Central para recuperação do dinheiro. Quanto mais rápido o acionamento, melhor, embora o sistema permita abertura de reclamações em até 80 dias após o golpe.>
Ao ser acionado, o banco do golpista bloqueia o valor e ambas as instituições (da vítima e do suspeito) analisam o caso a partir do perfil e alegações de cada uma das partes, em um prazo de 7 dias.>
Se comprovado o golpe, o dinheiro sai da conta do golpista para a da vítima em até 96 horas. Isso vale obviamente se os recursos não tiverem sido sacados.>
Caso a conta do golpista esteja vazia, a instituição financeira dele deve monitorar as transações por até 90 dias para que todo o dinheiro seja repassado à vítima até que o valor seja integralmente devolvido.>
Em nenhum dos casos, o banco tira dinheiro do próprio bolso para ressarcir a vítima.>
O registro de boletim de ocorrência também é imprescindível para recuperar o dinheiro e eventualmente chegar ao cibercriminoso. E nem precisa sair de casa. >
É importante, contudo, que a vítima detalhe o ocorrido ao máximo. É crucial ter: data, hora, meio pelo qual o golpista entrou em contato, explicação esmiuçada sobre as trocas de mensagens ou da ligação, chave Pix do suspeito, códigos de transações e o número de contato usado pelo golpista.>
Os bancos possuem canais de atendimento ao cliente pelos quais é possível acionar o MED.>
O Banco do Brasil informa que o pedido de devolução por golpe funciona via App BB e Central de Atendimento (4004-0001), 24 horas por dia, além de atendimento nas agências em todo o país, em horário comercial.>
'Os processos de contestação são analisados por área técnica que define as responsabilidades das partes, cliente e banco, na ocorrência, após avaliação de cada caso', explicou.>
O MED pode ser acionado via canais digitais ou pela rede de atendimento de agências bancárias.>
A instituição informa que 'o cliente responderá questionário para auxiliar no uso correto da ferramenta. O Boletim de Ocorrência é solicitado. No entanto, para não impactar na agilidade da tentativa de recuperação do valor, pode ser apresentado posteriormente.>
Na Caixa, o banco informou que o MED pode ser acionado através do SAC CAIXA, que funciona 24 horas por dia, por meio do 0800 726 0101; e em qualquer agência da Caixa.'Para o registro de contestações de fraudes ou golpes, não há exigência de comprovação da ocorrência pelo cliente, mas apenas o seu relato, que contribui para a análise pela Caixa do pedido de ressarcimento ou devolução dos valores movimentados indevidamente', esclareceu.>
O Itaú disponibiliza para recuperação do valor os seguintes números: 4004 4828 (capitais e regiões metropolitanas) e 0800 970 4828 (demais localidades).>
O MED pode ser acionar via telefone 0800 762 7777 (capitais e regiões metropolitanas) e +55 11 3012 3336 (no exterior e ligação a cobrar).>