Sopro no coração: entenda a doença do sertanejo João Carreiro que morreu aos 41 anos em cirurgia

A morte do cantor sertanejo, João Carreiro, na última quarta-feira, 3, em Campo Grande (MS), aos 41 anos, chamou atenção das redes sociais pelo fato da doença em que o artista havia se submetido para realizar uma cirurgia. O cantor não resistiu a cirurgia para colocar uma válvula no coração. Ele estava internado em um...

Publicado em 4 de janeiro de 2024 às 18:12

A morte do cantor sertanejo, João Carreiro, na última quarta-feira, 3, em Campo Grande (MS), aos 41 anos, chamou atenção das redes sociais pelo fato da doença em que o artista havia se submetido para realizar uma cirurgia. O cantor não resistiu a cirurgia para colocar uma válvula no coração.

Ele estava internado em um hospital de Campo Grande para realizar o procedimento. Antes da cirurgia, ele gravou um vídeo dizendo que ficaria uns dias afastado das redes sociais para cuidar da saúde.

Na manhã de quarta-feira, a mulher dele, Francine Caroline, postou um vídeo nas redes sociais afirmando que o cantor já estava no centro cirúrgico. Durante a tarde, Francine publicou uma nova mensagem, dizendo que o coração de João já estava funcionando sozinho, com a nova válvula, e que a cirurgia estava sendo finalizada. Horas depois, Francine postou um texto pedindo orações para o cantor. Durante a madrugada, ela escreveu: 'Minha vida me deixou'.

O que é sopro no coração?

Segundo o Hospital Israelita Albert Einstein, o sopro não é considerado uma doença, mas sim, uma condição. Então, o sopro consiste em um ruído provocado pelo movimento do sangue entre as estruturas e vasos do coração. Esse barulho pode ser facilmente detectado pelo médico quando se utiliza um estetoscópio para checar os batimentos cardíacos — procedimento chamado de ausculta.

Sintomas?



  • falta de ar;




  • cansaço;




  • tonturas;




  • taquicardia.




  • desmaios;




  • coloração azulada da pele das pontas dos dedos, da língua e dos lábios;




  • ganho de peso de forma repentina e sem explicação;




  • retenção de líquidos nos membros inferiores;




  • aumento das veias do pescoço.


Quais são as causas do sopro?

O sopro inocente pode ocorrer em crianças e adolescentes por conta da estrutura física do paciente. Porém, ele também pode ser resultado da prática de exercício físico intenso, fluxo circulatório hiperdinâmico ou febre.

Quanto ao sopro patológico, o desenvolvimento da condição pode ocorrer por conta da degeneração da válvula cardíaca, se o orifício de passagem se encontra em um tamanho reduzido ou se fecha com dificuldade, fazendo com que o sangue retorne por um furinho e cause o ruído. O problema também pode ser congênito, ou seja, quando a pessoa já nasce com sopro.

Como é feito o diagnóstico?

Receber o diagnóstico correto é fundamental para um tratamento bem-sucedido para pacientes com sopro no coração. Em relação ao sopro inocente, no qual não há sintomas, a condição só pode ser diagnosticada a partir do momento em que o médico ausculta o coração do paciente.

Na condição patológica, é importante que a pessoa fique atenta aos sintomas que o seu corpo manifesta. Porém, é importante ressaltar que os sinais do sopro são parecidos com outras doenças do coração, como insuficiência cardíaca. Portanto, somente uma consulta com um cardiologista e a realização de exames poderão confirmar o diagnóstico para sopro.

Como é feito o tratamento?

Por se tratar de uma condição normal, o sopro inocente não requer tratamento, já que ele desaparece naturalmente. No entanto, é recomendado fazer um acompanhamento com o cardiologista a cada seis ou 12 meses para checar se houve alguma alteração no quadro.

O tratamento do sopro patológico depende de cada caso. No geral, a condição é tratada com a introdução de medicamentos que promovem o controle da pressão arterial, facilitando o bombeamento do sangue por parte do coração. Além disso, remédios que ajudam a controlar a frequência cardíaca e reduzem o acúmulo de fluido nos pulmões.

Se o sopro for desencadeado por alguma doença que compromete os músculos ou válvulas do coração e, consequentemente, o pleno funcionamento do órgão, e o paciente apresenta sintomas como faltar de ar, é necessário fazer cirurgia.

Com informações do Hospital Israelita Albert Einstein.